sábado, 22 de novembro de 2014

MEGA SENA ACUMULADA E A LAVAGEM DE RECURSOS PÚBLICOS DESVIADOS.

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Mega Sena Acumulada

Do Canal do Otário!!

Mega Sena Acumulada

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Fonte/Reprodução: CAIXA
A Mega-Sena sorteará neste sábado (22 de novembro) R$ 135 milhões de reais, valor mais alto da história entre os concursos regulares das Loterias da Caixa Econômica Federal (CEF). (DOIS GANHARAM!!)
– Ooooh que legaaaal!
Pois é, quem acertar os seis números do concurso 1.655 receberá o valor equivalente a metade do que o ex-gerente da Petrobrás vai devolver aos cofres públicos (estimado em R$250 milhões), no escândalo do Petrolão ;-)
O sorteio será realizado neste sábado às 20h (horário de Brasília), no Caminhão da Sorte da Caixa que está na cidade de Macatuba (SP).

Acumulou!

Sabia que já é a 7ª vez consecutiva em que a Mega-Sena está acumulada?!
A última vez que isto aconteceu foi em fevereiro deste ano, quando a Polícia Federal deflagrou a Operação Éskhara, visando desarticular uma organização criminosa que praticou uma fraude milionária contra a Caixa Econômica Federal no final do ano de 2013. Naquele período, a Mega-Sena acumulou 8 vezes consecutivas, e pagou um montante de R$ 111.503.902,49!

E daí?!

Não existe nada demais na Mega-Sena acumular tantas vezes assim, afinal, a probabilidade de se ganhar de forma honesta, com um único bilhete de 6 números, é de apenas 1 em 50.063.860! Vale lembrar que, em toda a história da Mega-Sena, já houve casos onde ela chegou a acumular até 12 vezes (e isto já se repetiu em 3 oportunidades distintas)!
Além disto, a Mega-Sena já pagou prêmios de mais de 200 milhões de reais, como ocorreu na Mega-Sena da Virada de 2014.
O problema é que essas sucessões de acúmulos ocorrem justamente quando instituições públicas estão sendo investigadas e acusadas de fraudes bilionárias.

Coincidência

Assim como ocorreu no início de 2014, estes acúmulos nos sorteios acontecem em um período em que os escândalos de desvio de dinheiro público na PetrobrásCorreios e outras estatais brasileiras estão estourando por todos os lugares!
Será que existe alguma relação entre os sucessivos acúmulos nos sorteios e esses escândalos?! Afinal, uma das maneiras mais fáceis de se lavar dinheiro sujo, é através das Loterias da Caixa. Porém, com tantos holofotes e investigações sobre essas empresas, talvez esteja mais difícil de se realizar a lavagem, não é mesmo?! ;-)

Lavagem de dinheiro

Como já venho denunciando desde 2012, as Loterias da Caixa são um paraíso para se lavar grandes quantidades de dinheiro sujo. Um dos exemplos mais clássicos disso ocorreram com os Anões do Orçamento, onde o deputado João Alves ficou conhecido pela célebre desculpa de ter ganhado 56 vezes nas Loterias, apenas em 1993, graças a uma obra divina! E parece que, desde então, não mudou muita coisa.
A ideia é simples, compra-se com o dinheiro público, desviado de obras e licitações fraudulentas, todas combinações possíveis dos sorteios, transformando-se milhões de reais sujos em milhões de reais limpinhos!
Tudo isso é possível, pois a CAIXA não possui um controle de quais são as pessoas que compram os bilhetes.
Cada aposta de 6 números vale R$2,50! Portanto, para conseguir comprar todas as combinações possíveis de um sorteio da Mega-Sena, seriam necessários aproximadamente: 125 milhões de reais (R$2,5 x 50.063.860).
Outra maneira simples (e mais eficiente) conta com a participação de funcionários das agências bancárias que, quando recebem um bilhete premiado para ser trocado por dinheiro, utilizam dinheiro sujo para comprar o bilhete premiado da pessoa que foi sorteada de forma honesta, e o entregam ao fraudador (o qual ficará com dinheiro limpo). Este tipo de fraude geralmente funciona com valores menores, como em premiações da Quina ou até mesmo a Quadra.

Como Resolver?

Medidas simples como o cadastro dos apostadores em sua base de dados (contendo: nome, CPF, endereço e dados bancários) reduziriam drasticamente a lavagem de dinheiro que ocorre através das Loterias. Lembrando que a CAIXA é um banco, portanto, não teria muita dificuldade em manter cadastros deste tipo.
Além disto, se os prêmios milionários fossem liberados em prestações menores, ao longo de 10 ou 20 anos, isto também contribuiria para evitar que a lavagem de dinheiro ocorresse. Já que seria difícil e bastante frustrante para quem está lavando milhões de reais de dinheiro sujo (desviados de hospitais, escolas, obras públicas, tráfico de drogas, etc) ter que esperar 10 ou 20 anos para receber seu dinheiro limpo. Em compensação, um apostador comum, não teria muito problema com isto.

Conclusão

Infelizmente, eu não tenho os poderes legais e técnicos que me permitiriam descobrir se realmente existe alguma relação entre os escândalos na PetrobrásCorreios, etc, e os acúmulos nos sorteios da Mega-Sena. Portanto, a única coisa que posso fazer (como cidadão) é questionar ou sugerir melhorias para que as fraudes não aconteçam ou sejam reduzidas.
Aliás, algo me diz que se a Polícia Federal e o Ministério Público começarem a investigar as Loterias da CAIXA, a coisa vai ficar ainda mais feia ;-)

Mensagens encontradas pela PF em computadores do Planalto provam que Lula e Dilma sabiam das propinas na Petrobrás.

Um comentário:


Em VEJA desta semana:

E-mails provam que Lula e Dilma poderiam ter interrompido o propinoduto

O doleiro Alberto Youssef disse à Justiça que Lula e Dilma sabiam do esquema de corrupção na Petrobras. Agora, mensagens encontradas pela PF em computadores do Planalto mostram que eles poderiam ter interrompido o propinoduto, mas, por ação ou omissão, impediram a investigação sobre os desvios

Antes de se revelar o pivô do petrolão, o maior escândalo de corrupção da história contemporânea brasileira, o engenheiro Paulo Roberto Costa era conhecido por uma característica marcante. Ele era controlador e centralizador compulsivo. À frente da diretoria de Abastecimento e Refino da Petrobras, nenhum negócio prosperava sem seu aval e supervisão direta. Como diz o ditado popular, ele parecia ser o dono dos bois, tamanha a dedicação. De certa forma, era o dono — ou, mais exatamente, um dos donos —, pois já se comprometeu a devolver aos cofres públicos 23 milhões de dólares dos não se sabe quantos milhões que enfiou no próprio bolso como o operador da rede de crimes que está sendo desvendada pela Operação Lava-Jato. Foi com a atenção aguçada de quem cuida dos próprios interesses e dos seus sócios que, em 29 de setembro de 2009, Paulo Roberto Costa decidiu agir para impedir que secassem as principais fontes de dinheiro do esquema que ele comandava na Petrobras. Costa sentou-se diante de seu computador no 19º andar da sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, abriu o programa de e-mail e pôs-se a compor uma mensagem que começava assim:
“Senhora ministra Dilma Vana Rousseff...”.
O que se segue não teria nenhum significado mais profundo caso fosse rotina um diretor da Petrobras se reportar à ministra-chefe da Casa Civil sobre assuntos da empresa. Não é rotina. Foi uma atitude inusitada. Uma ousadia. Paulo Roberto Costa tomou a liberdade de passar por cima de toda a hierarquia da Petrobras para advertir o Palácio do Planalto que, por ter encontrado irregularidades pelo terceiro ano consecutivo, o Tribunal de Contas da União (TCU) havia recomendado ao Congresso a imediata paralisação de três grandes obras da estatal — a construção e a modernização das refinarias Abreu e Lima, em Pernambuco, e Getúlio Vargas, no Paraná, e do terminal do Porto de Barra do Riacho, no Espírito Santo. Assim, como quem não quer nada, mas querendo, Paulo Roberto Costa, na mensagem à senhora ministra Dilma Vana Rousseff, lembra que no ano de 2007 houve solução política para contornar as decisões do TCU e da Comissão Mista de Orçamento do Congresso Nacional.
Também não haveria por que levantar suspeitas se o ousado diretor da Petrobras que mandou mensagem para a então ministra Dilma Rousseff fosse um daqueles barnabés convictos, um “caxias”, como se dizia antes nas escolas e no Exército de alguém disposto a arriscar a própria pele em benefício da pátria. Em absoluto, não foi o caso. Paulo Roberto Costa, conforme ele mesmo confessou à Justiça, foi colocado na Petrobras em 2004, portanto cinco anos antes de mandar a mensagem para Dilma, com o objetivo de montar um esquema de desvio de dinheiro para políticos dos partidos de sustentação do governo do PT. Ele estava ansioso e preo­cupado com a possibilidade de o dinheiro sujo parar de jorrar. É crível imaginar que em 29 de setembro de 2009 Paulo Roberto Costa, em uma transformação kafkiana às avessas, acordou um servidor impecável disposto a impedir a paralisação de obras cruciais para o progresso da nação brasileira? É verdade que às vezes a vida imita a arte, mas também não estamos diante de um caso de conversão de um corrupto em um homem honesto da noite para o dia.

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