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terça-feira, 2 de outubro de 2012

“marginais do poder”: Está comprovado, o Supremo conclui que PT comprou apoio político.


Segundo os ministros do STF, havia um grupo no PP e outro no PL unidos para receber dinheiro de Marcos Valério. A Corte também atestou que políticos do PTB e o ex-líder do PMDB José Borba foram corrompidos.

O esquema operado por Marcos Valério foi usado pelo PT para comprar apoio político para o governo Lula. Na fatia do processo que teve o julgamento concluído ontem, foram condenados 12 réus ligados aos partidos. Entre eles, o delator do esquema e presidente do PTB, Roberto Jefferson, e os deputados Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT). Os três foram enquadrados em corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Valdemar também foi condenado por formação de quadrilha.

Celso de Mello: marginais do poder assaltaram administração
O ministro do Supremo Tribunal Federal Celso de Mello aproveitou a leitura de seu voto ontem durante o julgamento do mensalão para fazer um duro ataque aos políticos corruptos. Segundo ele, o mensalão foi um verdadeiro assalto à administração pública. Celso de Mello – que acompanhou na íntegra o voto do relator do mensalão, o ministro Joaquim Barbosa – chamou os parlamentares e demais políticos corruptos de “marginais do poder”. Para o ministro, ficaram comprovados os crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro cometidos pelos réus ligados ao PP, PL (atual PR), PTB e PMDB.

- Eu entendo que o MP expôs na denúncia que ofereceu eventos delituosos impregnados de extrema gravidades e imputou aos réus ora em julgamento ações moralmente inescrupulosas e penalmente ilícitas que culminaram a partir de um projeto criminoso por eles concebido e executado, em verdadeiro assalto à administração pública, com graves e irreversíveis danos ao princípio ético-jurídico da probidade administrativa – afirmou Celso de Mello.

Para Gurgel, provas contra Dirceu são ‘torrenciais’
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, reafirmou ontem que existem provas suficientes para a condenação do ex-ministro da Casa Civil José Dirceu na ação do mensalão. Gurgel afirmou que o caso de Dirceu é diferente e que as provas, ainda que não sejam tão diretas, são torrenciais.

- Na verdade, o que eu tenho dito sempre é que não se pode exigir em relação a ele (Dirceu) o mesmo tipo de prova direta que nós temos em relação a algumas outras pessoas. Mas é uma prova indiciária, abundante, torrencial mesmo, e que respalda integralmente a acusação feita no sentido de que ele é o chefe da quadrilha – disse o procurador.

O procurador, para diferenciar o caso de Dirceu de outros, citou como exemplo um batedor de carteira.

- Quando você está falando de um batedor de carteira, você tem a prova direta. Você tem o ato do batedor colocando a mão na carteira e tirando. Quando você está falando de uma organização criminosa sofisticada, quem está no topo dessa organização evidentemente não aparece dessa forma – completou Gurgel, ao ser perguntado se não havia considerado tênues as provas contra o ex-ministro.

Procurador diz confiar em cadeia para acusados de corrupção
Em sua visita ao Rio, onde participou de evento na Procuradoria Regional da República (PRR-2ª Região), o procurador-geral, Roberto Gurgel, não poupou acusações ao ex-ministro José Dirceu. Durante entrevista, Gurgel classificou o petista como o “grande mentor” e o “grande líder” do mensalão, e afirmou que os envolvidos formam uma “organização criminosa”.
Para o procurador-geral, a condenação dos réus pelo Supremo vai ser um marco no Brasil, além de levar a mudanças nas práticas políticas.

Gurgel enfatizou a condenação dos réus do mensalão e disse que a corrupção no âmbito da política dá cadeia. Quanto à decisão do Supremo em condenar vários réus, Gurgel disse que é possível a execução da decisão.

Pizzolato volta ao Brasil para votar no domingo, afirma advogado
O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, condenado no Supremo Tribunal Federal (STF) por corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro, regressará ao Brasil para votar na eleição municipal do próximo domingo. É o que afirma o advogado do réu do mensalão, Marthius Sávio Cavalcante Lobato. Ele nega que seu cliente tenha fugido do Brasil. Segundo Marthius, Pizzolato está na Europa, para onde viajou em julho. O advogado diz que o ex-diretor do Banco do Brasil acreditava que o julgamento do mensalão ocorreria no primeiro semestre deste ano e que “adiou” para julho a viagem à Europa, para resolver “graves problemas familiares”.

- É um absurdo falar que ele fugiu. Ele mora no mesmo lugar desde o início. A viagem estava programada há bastante tempo. O retorno definitivo ao Brasil será na sexta-feira – disse Marthius ao GLOBO.

Fonte: Congresso em Foco.

Um comentário:

  1. Anônimo10.10.12

    ESTA COMPROVADO QUE OS GRANDES POLITICOS ESTAO CADA VEZ MAIS MARFIOSOS DO QUE NUNCA.

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