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sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Novela "Salve Jorge" faz as pessoas a denunciarem quadrilha e 34 mulheres são liberadas pela PF e pela polícia da Espanha.


A Polícia Federal brasileira, em parceria com a polícia espanhola, desbaratou duas quadrilhas de tráfico de mulheres do Brasil para a Espanha nos últimos seis meses.

Foram libertadas 34 mulheres, sendo 17 brasileiras, e presas pessoas tanto no Brasil quanto na Espanha. Anunciadas pela ministra-chefe da Secretaria de Políticas para Mulheres, Eleonora Menicucci, as duas operações só foram possíveis a partir de denúncias feitas ao número 180, do Centro de Atendimento à Mulher.

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, explicou que uma das maiores dificuldades no combate ao tráfico de pessoas é a ausência de denúncias que possam dar partida a uma investigação.

"Alguns não fazem por medo, outros não fazem por vergonha. Por isso é que nós fazemos um apelo: aqueles que sabem que pessoas podem estar no exterior, tendo sido levadas pra lá enganadas, inclusive, se submetendo a situações absurdas do ponto de vista humano, devem noticiar a existência, a suspeita dessas práticas criminosas".

Em oito anos de existência, o número 180 recebeu 3 milhões de chamadas, 60% delas de denúncias de violências contra a mulher. Há um ano o serviço também está disponível em Portugal, Espanha e Itália, países com grande fluxo de mulheres brasileiras. O serviço já recebeu 81 chamadas, mas apenas três delas foram denúncias de tráfico humano.

A operação mais recente aconteceu no último dia 30, quando, na mesma hora, foi preso um casal que atuava em uma academia de ginástica de Salvador aliciando jovens, e presos também os gerentes de duas boates espanholas, onde foram libertadas seis mulheres. A denúncia partiu da mãe de uma delas, que identificou na novela da TV Globo Salve Jorge, uma situação semelhante à relatada por sua filha.

A ministra Eleonora Menicucci explicou que os métodos são semelhantes: as moças são abordadas com promessas de muito dinheiro, são vestidas e treinadas para passarem como turistas pela alfândega europeia. Lá, têm seus documentos confiscados e são confinadas em casas noturnas, onde geralmente são obrigadas a se prostituir.

"Quase 80% são mulheres jovens, na fase de 15 a 30 anos, mulheres pobres, mulheres bonitas".

Hoje, para conseguir fazer uma denúncia do exterior, a pessoa tem de ligar para dois números. Deve discar 900 990 055, discar a opção 1 e informar à atendente o número 61-3799-0180. Mas a ministra da Política para Mulheres afirmou que o número será unificado e também poderá ficar disponível em outros países de onde também têm sido recebidas demandas de mulheres brasileiras.

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