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sábado, 12 de outubro de 2013

A POLÍCIA NÃO TEM BANDA PODRE. ELA É TODA PODRE, POIS É CONDUZIDA E ORIENTADA PELOS POLÍTICOS CORRUPTOS DESTE PAÍS.

Marcelo Godoy e Fabio Leite em reportagem para O Estado de S. Paulo mostra apenas parte da carniça que é os honoráveis bandidos que comandam este país com seus esquemas e corrupções.

O jornal mostrou o mapeamento do crime organizado associado com a polícia.

Hipocritamente, a cúpula da Secretaria da Segurança Pública de São Paulo diz que quer ter acesso aos dados e áudios recolhidos pelo Ministério Público Estadual (MPE) em três anos e meio de investigações sobre o Primeiro Comando da Capital (PCC) para desferir um duro golpe contra policiais corruptos.

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As interceptações telefônicas mostram um cotidiano de achaques feitos por policiais civis e militares contra bandidos importantes da facção, que são sequestrados e mantidos em cárcere em delegacias.

Até mesmo parte do material apreendido na megainvestigação do MPE era posta à venda aos criminosos.

Ao todo, 175 integrantes do PCC foram denunciados, conforme revelou O Estado.

Acredite quem quiser, mas o secretário da Segurança Pública, Fernando Grella Vieira disse: “Temos inúmeras investigações em andamento. Aguardamos que o Ministério Público compartilhe conosco as provas para que possamos tomar providências”, afirmou ao Estado. 

Agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) são flagrados oferecendo arquivos de computadores e pen drives apreendidos na operação que terminou com a morte de Ilson Rodrigues de Oliveira, o Teia, em 2011.

No áudio de 7 de maio daquele ano, Antonio José Müller Junior, o Granada, conversa com um integrante da chamada Sintonia dos Gravatas, o departamento jurídico do PCC.

O homem, identificado como Keno, diz que conversou com policiais do “prédio” - como chamam o Deic. “É só encontrar lá para trocar umas ideias pra tá tirando esses pen drive aí.”

Na chácara em que estava Teia, policiais das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota) mataram três acusados e prenderam outros cinco. Computadores com documentos da facção, uma metralhadora, um fuzil e duas pistolas foram levados para a sede do Deic.

Em outro caso, um dos chefes da facção, Daniel Vinícius Canônico, o Cego, conversa com Jogador, um integrante da facção que foi detido em 2010 por cinco policiais na zona leste de São Paulo. O bandido foi levado ao 103.º DP (Itaquera), onde o mantiveram detido. Queriam R$ 300 mil para soltá-lo, mas aceitaram libertá-lo por R$ 130 mil pagos em duas parcelas - à vista e após 30 dias.

Cego quer saber se “a cana é da família”, ou seja, se Jogador estava trabalhando para a facção ou se fazia serviço particular quando foi detido. Nesse caso, em vez de o PCC bancar a propina, ele só emprestaria o dinheiro para Jogador honrar o acerto com a polícia.

É assim em todos os estados do Brasil, basta perguntar ou gravar as organizações criminosas.


 Pode apostar.

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