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sábado, 5 de outubro de 2013

ETA PAÍS DE CANALHAS NO JUDICIÁRIO, NO EXECUTIVO E NO LEGISLATIVO: Quase promovem juíza que encarcerou menina ao lado de 20 homens numa cela em Abaetetuba, no Pará, onde a menina foi estuprada dezenas de vezes e torturada com isqueiros e pontas de cigarros.

juíza Clarice Maria
de Andrade
Por muito pouco não foi promovida para chefiar a Vara de Crimes Contra Crianças e Adolescentes de Belém, a juíza Clarice Maria de Andrade, que assinou o auto de prisão da menor L.A.B., de 15 anos, 40 quilos e um metro e meio de altura _ encarcerada durante 26 dias ao lado de 20 homens numa cela em Abaetetuba, no Pará, onde a menina foi estuprada dezenas de vezes e torturada com isqueiros e pontas de cigarros. 
Apesar desse ato repulsivo da juíza, a desembargadora Luzia Nadja Guimarães Nascimento chegou a assinar e publicar o decreto com a promoção da juíza, para um cargo que ela jamais poderia ocupar na vida.
Na última hora, alertado pela Comissão de Direitos Humanos da OAB do Pará, o Tribunal de Justiça do Pará cancelou a promoção de Clarice Andrade.
É preciso se entender o tamanho da ignomínia deste crime escabroso praticado por autoridades policiais e judiciárias do Pará contra uma menina menor de idade, cuja integridade física deveriam defender.
A prisão de L.A.B., acusada de furtar um celular e uma correntinha de prata do parente de um policial, foi determinada pela delegada Flávia Monteiro Pereira e encaminhada à juíza Clarice Andrade.
Resgatada pelo Conselho Tutelar de Abaetetuba, depois de quase um mês no inferno, a menor foi vista pela última vez perto do cais do porto e dela não se teve mais notícia.
A juíza Clarice de Andrade seria punida pelo Conselho Nacional de Justiça com aposentadoria compúlsória "por omissão no caso da menor", ou seja, sua pena seria ficar em casa ganhando o mesmo salário sem trabalhar pelo resto da vida.
Mesmo assim, a "pena" seria logo anulada pelo Supremo Tribunal Federal, que considerou "a medida excessiva", e a juíza continuou trabalhando normalmente em outra comarca, até o dia em que a desembargadora Luzia Nascimento descobriu seus méritos para defender crianças e adolescentes, e resolveu escolhê-la entre outros 13 candidatos à vaga.
Os únicos punidos no caso foram dois dos estupradores, condenados a mais 10 anos de cadeia e a menina que teve sua vida vilipendiada.
Até o STF foi conivente com essa situação. Isso dá ânsia de vômito.
Aqui o que prevalece é o jogo de interesses e os mais sórdidos possíveis.

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