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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

A política de segurança pública do Maranhão de combater o crime executando marginais só gera mais violência.

A população, por ignorância acaba concordando com isto. Mas, não é bem assim.

Se o marginal tem como certo que será executado se for pego pela polícia, ele nas suas ações criminosas também não deixará ninguém vivo. (Acaba fazendo uma vingança antecipada por que sabe que será executado, seja no momento da abordagem policial, seja por linchamento ou na cadeia).

Por não executar a justiça nos termos da Lei, o Estado deixou que os ditos bandidos e marginais ou delinquentes perdessem a esperança de voltar ao convívio social.

Como está funcionando o sistema prisional do Maranhão o destino deles é somente um: a morte (eles sabem disso).

ALUÍSIO MENDES, SECRETÁRIO DE SEGURANÇA PÚBLICA DO MARANHÃO. TEM SERVIDO SOMENTE PARA DIVULGAR ESTATÍSTICAS DE EXECUÇÕES E ASSASSINATOS NO ESTADO. 

Um outro fato: a população dita do bem tem ódio mortal dos delinquentes e eles da mesma forma odeiam a sociedade e a chamam de hipócrita.

Sendo assim, vamos continuar numa guerra sem fim: eles matam dos nossos e nós matamos dos deles e vice-versa.

As políticas públicas que poderiam amenizar a situação, esquece! Servem apenas para propaganda para manter ou elevar determinado grupo ao poder.

As próprias autoridades admitem o que o blog está dizendo. Veja o que disse os que visitaram o sistema prisional do Maranhão:

“É inconcebível as condições a que estão submetidos os presos do Maranhão. A vulnerabilidade do sistema penitenciário daqui é latente, notória e não vai ser solucionada com a decretação de estado de emergência, porque não há como avaliar um trabalho que não existe”. Esta afirmação, feita por Ivana Farina, integrante da comitiva do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), resume a impressão que os integrantes do conselho tiveram do sistema penitenciário maranhense.

“O mais grave é que em conversa com Augusto Rossini, diretor do Depen no Maranhão, descobrimos que uma verba equivalente a R$ 22 mi foi devolvida simplesmente porque o executivo não cumpriu os requisitos técnicos junto a Caixa Econômica Federal. Então, o problema não é falta de recursos é falta de vontade em aplicá-los”, denunciou o conselheiro Mário Bonsaglia.

Moinho de homens

“A situação do sistema carcerário do Brasil exige atenção. Mas aqui no Maranhão o cenário é especialmente grave. Este é o estado em morrem mais presos em números proporcionais e absolutos. Sem falar das recorrentes tentativas de fugas que diz de uma fragilidade de todo o sistema”, pontuou o juiz Douglas Martins.

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