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sábado, 11 de outubro de 2014

INFORME-SE: EBOLA MATA EM 12 DIAS E TEM SINTOMA INICIAL PARECIDO COM A DENGUE.

Fonte: www.estadao.com.br


Trajeto do paciente Souleymane Bah da Guiné até o Brasil

Perguntas & respostas
P O que é o Ebola?
A doença é provocada por um vírus. O nome foi tirado de um rio no Congo, onde a doença foi descoberta, em 1976.

P Como se transmite? O Ebola pode se espalhar pelo ar?
O Ebola se espalha por contato direto de fluídos corporais dos doentes. Se o sangue ou o vômito da pessoa infectada entrar em contato com os olhos, boca ou nariz de uma pessoa, a infecção pode ser transmitida. Não existe o risco do Ebola ser transmitido pelo ar.

P Quais são os sintomas?
Febre, vômito, diarreia e hemorragia interna.

P Como o Ebola evolui?
Do 7º ao 9º dia, o paciente apresenta dor de cabeça e muscular, fadiga e febre. No 10º dia, febre alta repentina e vômito de sangue. No 11º dia, sangramento do nariz, boca, olhos e ânus, e dano cerebral. No 12º dia, perda de consciência, hemorragia interna e morte. A maioria dos pacientes morre de hemorragia interna ou com falência múltipla de órgãos.

P Um objeto contaminado pode transmitir o vírus?
Sim, o vírus sobrevive em superfícies, qualquer objeto com fluídos corporais dos pacientes, como luvas de látex ou uma máscara, podem espalhar a doença.

P Como é o tratamento da doença?
Não existe cura para o Ebola. O que os médicos podem fazer é manter a pressão arterial e tratar outras infecções que podem atingir corpos com baixa imunidade.

P Quantas pessoas foram infectadas pelo vírus?
O mais recente levantamento divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) informa que a quantidade de infectados já supera os oito mil em mais de seis meses de epidemia. No total, 8.034 foram infectadas, com 3.866 mortes. A doença apareceu em sete países, sendo cinco africanos que concentram os registros. Libéria, Serra Leoa, Guiné e Nigéria registraram mortes pelo vírus. Um caso também foi identificado no Senegal, onde não houve morte.  Nos Estados Unidos, o primeiro infectado morreu após duas semanas de tratamento e na Espanha, uma enfermeira está internada e isolada.

P Qual o país com maior número de casos?
O maior número de casos está sendo registrado na Libéria, onde 2.210 pessoas morreram, entre 3.924 infectadas.

P Mesmo após o vírus se espalhar e a Organização Mundial de Saúde alertar as pessoas, o número de casos continua subindo. Por quê?
Atualmente, grande parte das pessoas infectadas são justamente aquelas que estão cuidado das pessoas doentes, mas que não sabem da transmissão via fluídos corporais. Principalmente porque essas pessoas não possuem treinamento ou equipamentos adequados para o tratamento.

P Existe algum risco de a doença chegar pelo Brasil?
Antes mesmo da suspeita no estado do Paraná, o Ministério da Saúde já havia informado que a chance de que o vírus chegasse ao País não era zero. Especialista em Ebola da OMS, o microbiólogo Peter Piot, sugeriu que o governo brasileiro concentre o seu plano de prevenção contra o vírus nos aeroportos.
A Espanha registrou o primeiro caso de infecção fora do continente africano após uma enfermeira que tratava um missionário ter sido infectada. Todos os demais casos diz respeito a pessoas que contraíram o vírus no continente africano.

P Se uma pessoa ficar doente e viajar para o Brasil, corremos risco?
Não, pois o Governo Federal reforçou o atendimento de passageiros que apresentaram sintomas de febre, diarreias ou hemorragias. O paciente que realmente está com o vírus não conseguiria embarcar em um avião, sua saúde estaria muito precária.

P Quando se define o surto de uma doença?
Quando há taxa maior do que o previsto em uma área restrita, como ocorre com a dengue em São Paulo neste ano.

P E quando há epidemia ou pandemia?
Quando o surto abrange área maior, como um país, é epidemia. Pandemias, como a da AIDS, atingem o mundo todo.

P O que é emergência de saúde pública internacional?
A PHEIC, na sigla em inglês, é decretada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) quando uma proliferação exige reação global. Vale tanto para epidemia quanto para surto.

P É melhor evitar viagens para os locais afetados?
Sim, a viagem seria último caso, mas já que não existe uma vacina, é melhor evitar. É preciso desencorajar as pessoas que querem ir para lá e continuar monitorando as pessoas que chegam.

P O atendimento dos passageiros que viajaram para locais de risco é realmente necessário?
Esse atendimento inicial é necessário, pois existe o risco de que um passageiro esteja com o vírus encubado. Esses pacientes estariam em estado inicial. Existem países que estão realizando exames de temperatura, pois a febre é um dos primeiros sintomas do vírus. Se o passageiro estiver com uma temperatura alta, é válida uma investigação maior. Doutores dos Estados Unidos foram aconselhados a perguntar o histórico de viagem de qualquer paciente que apresente febre. Nestes casos, é importante ficar atento.

P O Brasil deveria intensificar o atendimento? Seria o caso da suspender voos relacionados aos locais?
O controle que o governo está seguindo é suficiente, pois o vírus não existe aqui no Brasil. No ponto que estamos, não é necessário.

P Qual a origem da doença?
O Ebola foi descoberto em 1976, inicialmente em gorilas. Humanos foram contaminados quando comeram a carne do animal. Cientistas acreditam que morcegos também podem incubar o vírus e os humanos e os macacos podem pegar a doença se tiverem contato com locais onde o animal defecou.

P Este é o maior surto desde que o vírus foi descoberto?
Sim, o maior surto até então foi em 1976 no Sudão e na República Democrática do Congo, quando o vírus foi descoberto. Na época, foram 602 casos e 431 mortes. O vírus teve um novo surto em 1995, em 2000 e em 2007, quando em cada ano, morreram mais de 200 pessoas.

Medidas anunciadas pela OMS

MEDIDAS RECOMENDADAS PARA PAÍSES AFETADOS
  Declarar emergência nacional e mobilizar recursos do estado para conter a doença
  Presidentes e líderes comunitários devem assumir responsabilidade de comunicar população e orientar
  Garantir segurança física e equipamentos médicos de proteção para médicos e enfermeiras, inclusive pagamento de salários atrasados
  Verificar e escanear cada pessoa com sintomas de febre que sair dos países afetados em aeroportos e portos. Casos suspeitos não devem ser autorizados a deixar o país, salvo com uma determinação do governo.
  Não vai haver um embargo sobre viagens para os países afetados
  Casos suspeitos devem ser isolados por pelo menos 48 horas
  Pessoas contaminadas devem permanecer em isolamento durante 31 dias
  Funerais de pessoas contaminadas devem ser acompanhados por especialistas médicos
  Governos devem negociar com companhias áreas para que vôos não sejam interrompidos
  Eventos como jogos de futebol ou missas devem ser adiadas
  Relações sexuais com pessoas se recuperando da doença devem ser evitadas por sete semanas

MEDIDAS RECOMENDADAS PARA PAÍSES QUE FAZEM FRONTEIRA COM REGIÃO AFETADA
  Controlar fronteiras e estar pronto para identificar casos suspeitos
  Se um caso for confirmado, estados são orientados a declarar emergência nacional de forma imediata

MEDIDAS RECOMENDADAS PARA RESTO DO MUNDO
  Ajudar de forma imediata os países afetados, enviando médicos, material ou dinheiro.
  Governos não devem declarar proibição de viagens aos países afetados
  Governos não devem suspender comércio
  Governos devem garantir informações sobre a doença e o que fazer em caso de contágio
  Autoridades devem estar preparadas para identificar, detectar e administrar um eventual caso de ebola. Isso inclui preparar laboratórios
  Aeroportos devem estar prontos para lidar com eventuais casos suspeitos.
  Estados devem estar prontos para evacuar das áreas afetadas seus nacionais, caso seja solicitado

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