quinta-feira, 30 de junho de 2016

Prefeito de Paço do Lumiar bate em todos os prefeitos do Maranhão no trato com os servidores e em ações sociais

Servidores de Paço do Lumiar recebem salários antecipados nesta quinta (30)

Como já é rotina na administração municipal, os servidores de Paço do Lumiar receberão os salários antecipados nesta quinta (30). O prefeito Josemar Sobreiro determinou o pagamento referente ao mês de junho, além das férias dos professores. A primeira parcela do 13° salário também será paga nos próximos dias, no início de julho.

Prefeitura de Paço do Lumiar e Governo do Estado levam ações do Projeto ‘Vigilância Sanitária nas escolas’ a pais e alunos luminenses

Pais e alunos da rede pública de ensino do município receberam, nesta segunda-feira (27), orientações sobre a importância da higiene na escola.  O projeto ‘Vigilância Sanitária nas escolas’ é idealizado pelo Governo do Estado por meio da Superintendência de Vigilância Sanitária Estadual (SUVISA), e conta com a parceria com a Prefeitura de Paço do Lumiar.

Prefeitura apresenta plano para erradicação do trabalho infantil em Paço do Lumiar

Apresentar as diretrizes e ações para a erradicação do trabalho infantil em Paço do Lumiar. Esse foi o objetivo principal da Audiência Pública organizada pela Prefeitura de Paço do Lumiar, por meio da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (SEMDES), que lançou o Plano de Erradicação do Trabalho Infantil e Proteção ao Adolescente Trabalhador, nesta sexta-feira (24), no Instituto de Ensino Superior Franciscano (IESF), no Maiobão.
Prefeitura de Paço do Lumiar lança “Projeto Educação e Justiça por um Paço Sem Violência”
A Prefeitura de Paço do Lumiar lançou, nesta quarta-feira (22), o projeto “Educação e Justiça por um Paço sem Violência”. A cerimônia foi realizada no Instituto de Ensino Superior Franciscano (IESF), no Maiobão, e contou com a participação de 120 professores da rede de ensino municipal e de representantes de movimentos e entidades que atuam no combate a violência.

terça-feira, 28 de junho de 2016

Wellington do Curso cresce e vira alvo de ataques dos comunistas e holandistas

Por Blog do Neto Cruz
Quem acompanha blogs locais em São Luís já começa a ver a falta de  argumento de alguns companheiros da “blogosfera”. Desde pautas nada propositivas sobre alguns pré-candidatos, assim como ataques direcionados e por qual motivo não dizer, ataques desses motivados por cunho pessoal.
Um dos prefeitáveis que é vítima diária deste modus operandi financiado, pelo que tudo indica, pelo governo do estado e prefeitura de São Luís, é o deputado estadual Wellington do Curso (PP).
O crescimento político de Wellington tem deixando muita gente com dor de cabeça, seja pela sua independência, sua atuação no parlamento estadual (é citado por muitos como um dos deputados mais atuantes da atualidade) e também o fato de Wellington não ter apadrinhamento nem com Dino, nem com Sarney, faz com que muitos que não tem a mesma capacidade ficam incomodados.
A conduta ilibada e independente adotada por Wellington , que não se curvou aos caprichos do governador Flávio Dino e hoje é o único deputado que não recebe nenhuma regalia, não tem “cabide” de emprego no estado, não recebe emendas…  fez com que o eleitorado de São Luís começasse a ver em Wellington o pré-candidato que poderá ser a salvação de São Luís, sem falsa demagogia.
Isso também gerou raiva naqueles que não querem que Wellington decole. Foi o estopim pra que começasse uma sequência de factoides e que começassem a ser plantadas falsas informações em blogs sem credibilidade de São Luís.
É bom sempre verificar a idoneidade do que se ler…
 Leia a história abaixo:

A ÁRVORE QUE CHORAVA

Certa vez, quando um dos anjos de Deus saía para iniciar mais um dia de ajuda aos filhos de Deus, escutou um choro sentido vindo de um campo.
Pensou tratar-se de algum ser humano, mas, ficou surpreso ao ver que quem chorava era uma árvore.
– Por que choras, dona árvore? perguntou-lhe o anjo.

– Choro porque mais um dia vai começar, e o meu sofrimento também.
– E o que a faz sofrer, minha amiga? Será, porventura, o calor do sol?
– Não, “seu” anjo, o sol me faz bem. O que me faz sofrer são as pessoas. Tanto as grandes quanto as pequenas. Elas jogam pedras em mim o dia inteiro. Não consigo entender, “seu” anjo. Eu faço de tudo para agradá-las, mas, elas continuam me maltratando. A árvore aí ao lado, ó, não produz nada, e ninguém maltrata ela. Mas, eu, que me esforço tanto para produzir frutos deliciosos, só levo cacetada. Por que será que elas não gostam de mim?
– Ah… então é isso. Você está enganada, dona árvore. As crianças gostam demais de você e dos seus frutos, por isso elas jogam pedras em você: é para pegar seus frutos.
– Será, “seu” anjo?
– Tenho certeza, minha amiga, preste bem atenção, pois esta frase não é minha, é deles, dos próprios seres humanos e é tão antiga quanto a própria humanidade. Sabe o que eles dizem sobre isso? Eles dizem o seguinte:
“Ninguém joga pedra em árvore que não dá fruto”
– Alegre-se minha amiga, se estão jogando pedra em você, é porque você está produzindo alguma coisa boa.

domingo, 26 de junho de 2016

Três ex-prefeitos foram para o presídio de Pedrinhas por limparem os cofres de prefeituras no Ma

Com a onda de moralização que toma o país, a partir da operação Lava Jato, gestores de prefeituras municipais que cometeram crimes contra a administração pública e desviaram recursos públicos vem sendo condenados pelo Poder Judiciário. 

No Maranhão, o município mais arrasado por gestores corruptos foi Paço do Lumiar. Um verdadeira quadrilha se instalou a na prefeitura para roubar os recursos dos luminenses. Quadrilha esta capitaneada pela Família Aroso, os quais foram chamados pela PF de parasitas (Alien).

Até hoje Paço do Lumiar não conseguiu se recuperar do rombo feito por essa quadrilha.

quinta-feira, 23 de junho de 2016

A PF NO COVIL DO PT

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Jornalistas profissionais repudiam conduta antiética e sensacionalista de blogueiros que não respeitam a dor e o sofrimento de indivíduos e famílias, divulgando imagens impublicaveis

Nós, profissionais de comunicação abaixo-assinados, vimos de público repudiar a conduta antiética,  irresponsável, insensível e desumana de blogueiros que, ignorando os princípios jornalísticos, divulgam com sensacionalismo dramas que atingem indivíduos e famílias maranhenses, numa clara demonstração de desrespeito à dor e ao sofrimento alheio, como o verificado nesta data com o acontecido com a filha de uma colega de profissão, quando os blogs exploraram sem qualquer pudor informações, especulações e até fotos retratando o drama.
Em nome do verdadeiro jornalismo, conclamamos colegas, entidades de classe e autoridades competentes a se manifestarem em relação a esse tipo de conduta que tem se tornado rotineira por parte de blogueiros que denigrem a profissão de jornalista e cujas posturas e postagens em nada contribuem para com a sociedade.
P. S. Se você concorda, ponha também sua assinatura abaixo do texto e compartilhe com outros profissionais da Comunicação
Marta Barros - jornalista
Henrique Bóis - jornalista
Félix Alberto Lima - jornalista
Valquiria Santana - jornalista
Wal Oliveira - jornalista
Isabel Aquino - jornalista
Carlos Augusto Couto - jornalista
Tatiana Fagundes - jornalista
Marialva Freitas - jornalista
Priscilla Costa - RP
Jeane Sousa Pires -RP
Aline Vasconcelos - jornalista
Tonigil Guimarães - jornalista
Jeane Sousa Pires - jornalista
Letícia Cardoso - jornalista
Alberto Júnior - jornalista
Eduardo Júlio - jornalista
Johelton Gomes - jornalista
Rodrigo Freitas - jornalista
Lucina Medeiros - jornalista
Joseas Neves Fernandes -RP
Gardenia Holanda Maciel Lamar - jornalista
Janaína Costa Sousa - RP
Cida Macedo - jornalista
Márcio Rodrigo - jornalista e radialista
Andréa Brito - jornalista
Daucyana Castro - jornalista
Jane Lobo - jornalista
Sandra Ericeira Batalha - RP
Ilka Ribeiro - RP
Nonato Reis - jornalista
José Luis Diniz - jornalista
Mário Ferreira - jornalista
Michèle Cerveira - jornalista
Olívia Franse - jornalista
Regina Sousa - jornalista
Elbio Carvalho - jornalista
José Ernane Vieira de Moura Júnior - jornalista
Zema Ribeiro - jornalista
Luis Carlos Cordeiro - jornalista
Denilton Neves - jornalista
Cristina Lima - radialista
Michel Sousa - jornalista
Dalva Rego - jornalista
Giovanni Normanton Spinucci - jornalista
Maria NazaréRamos Spinucci - jornalista
Luciana Álvares Fernandes Nessrala -RP
Geraldo Iensen - jornalista
Vitor Barros - RP
Jairon Martins - jornalista
Socorro Boaes - jornalista
Patrícia Cunha - jornalista
Selma Figueiredo - jornalista
Karla Freire - jornalista
Lisiane Maria Barros da Costa - jornalista
Zema Ribeiro - jornalista
Jorge Antônio - jornalista
Werton Araújo - jornalistaí
José Ribamar Gomes - jornalistai
Fernando Oliveira - jornalista
João Carvalho Júnior - jornalista
Vanessa Serra - jornalista
Paulinha S. Lobão - comunicadora
Madalena Nobre - comunicadora
Allan Albuquerque - jornalista
Andrea Viana - jornalista
Conceição Castro - jornalista
Clodoaldo Corrêa - jornalista
Dalva Rego - jornalista
Daniela Julian - jornalista
Daniel Mendes - jornalista
Eliene Pinheiro - jornalista
Franci Monteles - jornalista
Franklin Douglas - jornalista
Ironara Martins - jornalista
Ivar Sousa - jornalista
João Carvalho Júnior - jornalista
Ledilce Fonseca - Jô rnalista
Fred Cunha - jornalista
Márcia Coimbra - jornalista
márcio Jerry Saraiva Raposo - jornalista
MartiM Varão - jornalista
Monica Moreira Lima - jornalista
Paula Lima - jornalista
Paulo Washington - jornalista
Pedro Henrique Freire - jornalista
Rafaela Mota Lima - jornalista
Raimundo Garrone - jornalista
Robson Paz Pereira - jornalista
Silvia Tereza - jornalista
Thaís Matos - jornalista
Vania Rodrigues - jornalista
Yndara Vasques - jornalista
Glaucio Ericeira - jornalista
Thagiane Costa - RP
Ricardo Alvarenga - jornalista
Danielle Vieira - jornalista
Adriana Vieira - jornalista
Gilberto Mineiro - jornalista
Evandron Júnior - jornalista
Ester Marques - jornalista
Andréa Colins - jornalista
Roberta Gomes - jornalista
Os blogs não podem se comportar como estas aves de rapina diante do infortúnio alheio

quarta-feira, 22 de junho de 2016

CRISE NO BRASIL: Prepare-se para comer de tudo.

Ratos são uma iguaria servida em ocasiões especiais na Tailândia
Sabe aquele roedor asqueroso do qual costumamos fugir ou então matamos sem dó? Pois o rato é um dos alimentos que vão à mesa dos tailandeses de várias maneiras. No norte do país, os locais costumam assar o bicho inteiro em uma espécie de churrasqueira improvisada e dividi-lo com os familiares e os convidados como uma iguaria muito especial – embora tenham à mão também porcos, bois e outros animais comestíveis mais comuns, eles preferem os ratos para ocasiões especiais. Os ratos assados são servidos com molho extremamente apimentado e com uma tigela de arroz grudento. Quem já provou diz que o sabor da carne do rato é parecido com a do coelho.
Segundo a Larousse Gastronomique, os ratos ainda são consumidos em algumas partes da França, mas como qualquer item da culinária francesa, são preparados de maneira requintada. No Vietnã, a procura é pelas ratazanas prenhas. Em vez da rata, os vietnamitas preferem seu fetos que, dizem, têm a carne muito mais saborosa, aumentam a virilidade e podem ser comidos crus.

Como o Brasil é infestado de ratos, já temos a garantia que não morreremos de fome.

segunda-feira, 20 de junho de 2016

ALERTA À POPULAÇÃO DE PAÇO DO LUMIAR!!


Terça-feira, 02 de Setembro de 2014
ÀS 11:57:01 - JULGADA PROCEDENTE A AçãO
Processo n° 975-75.2007.8.10.0049 Ação Civil Pública por Ato de Improbidade Administrativa Autor: Ministério Público Estadual Réus: Gilberto Silva da Cunha Santos Aroso e Roberto Campos Gomes S E N T E N Ç A......
Isto posto, julgo procedente o pedido inicial, para condenar os réus Gilberto Silva da Cunha Santos Aroso......: a) ressarcimento do dano causado ao erário, no valor de R$ 2.935.953,64 (dois milhões, novecentos e trinta e cinco mil, novecentos e cinquenta e três reais e sessenta e quatro centavos)...

Quarta-feira, 03 de Setembro de 2014
ÀS 09:04:42 - JULGADA PROCEDENTE A AçãO
Processo n° 295-17.2012 - Ação Penal Autor: Ministério Público Estadual Réu: Gilberto Silva da Cunha Santos Aroso e Roberto Campos Gomes S E N T E N Ç A ....
Quanto à pena de multa, que deve observar o disposto no art. 99 da Lei 8.666/93, fixo-a em 3% sobre R$ 5.871.907,29, que é o valor das contratações efetivadas pela Prefeitura Municipal de Paço do Lumiar derivadas das tomadas de preço em que houve fraude na publicação, totalizando R$ 176.157,21 (cento e setenta e seis mil, cento e cinquenta e sete reais e vinte e um centavos), devendo tais valores ser destinados ao ressarcimento do Município de Paço do Lumiar.
a pena-base resulta em 03 anos de reclusão. Inexistem circunstâncias atenuantes ou agravantes ou causas de diminuição. Presente, contudo, a causa de aumento da pena prevista no §1º do art. 297, na medida em que exercia cargo público e praticou o crime valendo-se desse cargo, o que se equivale para efeito de enquadramento no conceito de funcionário público previsto no art. 327 do Código Penal. Portanto, aumento a pena em 1/6, a incidir sobre a pena-base, o que corresponde a um acréscimo de 06 meses....

Segunda-feira, 16 de Setembro de 2013
ÀS 11:48:13 - JULGADA PROCEDENTE A AçãO
Processo n° 625-53/2008 Ação Civil Pública Autor: Ministério Público Estadual Réus: Gilberto Silva da Cunha Santos Aroso e Roberto Campos Gomes S E N T E N Ç A .....
Considerando que o réu não mais detém o cargo de Prefeito Municipal ou cargo público algum, aplico as seguintes sanções: a) ressarcimento do dano causado ao erário, no valor de R$ 638.475,00 (seiscentos e trinta e oito mil, quatrocentos e setenta e cinco reais)...

Operador internacional revela Banco exclusivo para pagamento de propinas.

Vinícius Veiga Borin disse em delação premiada (íntegra do depoimento aqui) que as contas associadas à Odebrecht movimentaram pagamentos “suspeitos” que somam ao menos US$ 132 milhões. O delator é o primeiro a falar em detalhes sobre as transações internacionais do grupo por meio de offshores.

sábado, 18 de junho de 2016

Lava Jato está a um passo do governador do Maranhão, apesar da proteção do seu irmão.

Acusado de receber dinheiro de propinas como doação de campanha nas eleições 2014, Flávio Dino será alcançado pela lava Jato. Flavio Dino foi agraciado com R$ 300.000,00 (trezentos mil reais) em dinheiro vivo da UTC Engenharia mais outros R$ 1.145.000,00 (confira aqui...).

Na lista apresentada pelo dono da UTC Engenharia, Ricardo Pessoa, aos investigadores da Lava Jato está o PC do B de Flávio Dino. Em delação premiada de Ricardo Pessoa, ele disse que dois governadores receberam propina na campanha eleitoral de 2014. Um deles foi Flávio Dino, conforme consta na justiça eleitoral (confira aqui..).

Há até suspeitas de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, e o subprocurador Nicolau Dino (que é irmão de Flávio Dino) estariam trabalhando para esconder o nome do governador Flávio Dino da delação de Ricardo Pessoa. 

Mas não vai ter jeito, a Lava Jato se aproxima do comunista do Maranhão, que até então ostentava imagem de político honesto.

O esquema dessa quadrilha que se instalou no Brasil para roubar recursos do povo era quase perfeito. Eles desviavam os recursos via pagamento de propinas e ainda registravam na justiça eleitoral, que desse modo passou a ser lavadora oficial de recursos roubados dos cofres da Nação.

Todos esses que se beneficiaram com esses recursos desviados são membros da quadrilha com funções específicas.

EMPATE TÉCNICO APONTA DERROTA DE EDIVALDO HOLANDA JUNIOR EM SÃO LUÍS.

A deputada Eliziane Gama aparece empatada tecnicamente com o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior (PDT), segundo Pesquisa Exata, contratada pela TV Guará e Fiema.

A pesquisa Exata mostra Eliziane Gama e Holanda Júnior com 23%; Wellington do Curso com 18%; Bira do Pindaré 7%; Rose Sales 5%; Eduardo Braide 3%; Fábio Câmara 2%; Bentivi 1% e Zé Luis Lago na ultima colocação com 1%. Não souberam responder o questionaram totalizou 6% e branco ou nulo 11%. Foi registrada no TRE sob o número 00024/2016. A pesquisa ouviu 800 eleitores entre os dias 13 a 16 de junho.

Edivaldo Honda está confiando no apoio de 14 partidos, já Eliziane Gama e Wellington do curso apostam na consciência dos ludovicenses que tem sofrido com a má administração de Edivaldo Holanda Junior, que usa maquetes para enganar a população e simula licitação para enganar os usuários dos transportes coletivos. Este blog foi o primeiro a antecipar a derrota de João Castelo em 2012 e de novo enxerga a derrota de Holanda Junior, que agiu pior de que Castelo.

Agora não adianta a propaganda e os sorrisos falsos, depois de deixar toda São Luís no sofrimento, na buraqueira, no transporte coletivo ruim, na Educação que não funciona e na saúde que levou centenas para o cemitério por falta de atendimento humano. Foi uma administração de atraso e morte.

João Castelo fez muito mais no ultimo ano de mandato que Edivaldo Holanda está fazendo agora, e mesmo assim não conseguiu se eleger. E diga-se de passagem, Edivaldo não está fazendo nada e sim o governador Flávio Dino, desesperado com uma possível derrota na Capital

Diante do cenário, o comunista vai ter que acender uma vela para Eliziane, uma para Wellington e outra para Edivaldo Holanda Jr.

quinta-feira, 16 de junho de 2016

O CRIME, A LEI, O JUIZ E A SOCIEDADE: O caso do Dono do Sucatão Brasil autuado em flagrante.

O CRIME

Fábio Machado Ferraz, dono do estabelecimento conhecido como Sucatão Brasil foi preso em flagrante pelo crime de receptação de um veículo roubado. O crimes está previsto no art. 180, §1º Código Penal - “Adquirir, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, coisa que deve saber ser produto de crime”.

A LEI 

A Lei 12.403/2011 allterou o art. 319 do Código de Processo Penal, determinando medidas cautelares ao invés da prisão. De acordo com essa Lei, a Prisão em Flagrante e a Prisão Preventiva só em casos excepcionais. Olha o que diz o § 6º, do art. 282 do Código de Processo Penal: “a prisão preventiva será determinada quando não for cabível a sua substituição por outra medida cautelar (art. 319)”. Por força dessa Lei os juízes só estão determinando a prisão em relação aos crimes considerados de maior potencial ofensivo, como crimes dolosos com pena superior a 4 anos ou nos casos de reincidência. 

O JUIZ

O juiz, preso aos fatos, às provas e à Lei, não pode sair deste cerco, tem de dar a decisão. No caso em tela, informações extraídas da Corregedoria Geral a Justiça, a juíza Ana Célia Santana, que estava respondendo pelo plantão criminal do Fórum de São Luís no dia da prisão do dono do Sucatão Brasil, impôs medidas cautelares, conforme manda a Lei. 

A magistrada não agiu ao arrepio da Lei. Mas sim com base nela, inclusive no parecer do Ministério Público, cujo promotor de Justiça entendeu pela aplicação das medidas cautelares diversas da prisão ao autuado por ser réu primário, ter bons antecedentes e possuir endereço fixo.

A juíza, impôs a Fábio Machado Ferraz as medidas cautelares de comparecimento obrigatório na primeira segunda-feira de cada mês perante o juízo, para justificar suas atividades; proibição de ausentar-se da Comarca de São Luís ou mudar de domicílio sem pedir autorização do juízo onde tramitar a ação penal; e obrigação de se recolher ao seu domicílio no período noturno, das 22h até as 6h do dia seguinte.

A SOCIEDADE

Alheia ás Leis e com o sentimento diverso sobre a punição de pessoas acusadas, a sociedade, de um modo geral, ao invés de questionar seus representantes que aprovam tais leis, investe pesado com críticas aos representantes do Poder Judiciário com a velha cantilena “a polícia prende e a justiça solta”. Essa mesma sociedade, que inclui anarquistas, falsos moralistas, hipócritas e subservientes é capaz manter bandidos na direção do Poder Legislativo, sem qualquer restrição às suas fomes de corrupção. A mídia que ataca o juiz que não faz o que ela pensam, é a mesma que defende políticos bandidos. Vai entender.

Vale resgatarmos os conceitos de direito e justiça.

Aprendi que o direito são regras sociais que nos disciplina e limita nossas ações. Ou seja, cada um no seu quadrado. Já a justiça é a virtude de dá a cada um o que é seu. Ou seja, a justiça garante a convivência social, garante o direito. Eduardo Juan Couture deixou-nos a fórmula: “Teu dever é lutar pelo Direito, mas se um dia encontrares o Direito em conflito com a Justiça, luta pela Justiça”.

Não desista dos seus sonhos


Após 10 anos e 30 reprovações, jovem realiza sonho e consegue vaga na PF

Gabriela Melo disputou 23 vagas com mais de 32 mil candidatos. 
Ela se tornou coach para ajudar quem busca uma aprovação.

Pâmela KometaniDo G1, em São Paulo
O mantra "quem acredita, sempre alcança" se encaixa muito bem na história de Gabriela Melo, de 30 anos, que sonhava com uma vaga na Polícia Federal. Ela demorou 10 anos e teve 30 reprovações em concursos públicos até conseguir passar e assumir o cargo de agente administrativo da PF, em 2014. Foram mais de 32 mil candidatos para 23 vagas de nível médio, uma concorrência média de 1.399,35 candidatos por vaga.
"Só quem já passou por isso sabe o que é ver seu nome no Diário Oficial. É o aplauso público por toda sua luta e sofrimento que ninguém vê. Fui aprovada por esses 10 anos de estudo e esforço. Pensei em ligar para todo mundo e fiquei paralisada", lembra Gabriela. Após a divulgação do resultado final, ela demorou seis meses para ser convocada para a posse.
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terça-feira, 14 de junho de 2016

Teoria anula o "Tchau Querida" e deixa a dica da decisão sobre Sarney

Em diálogo com Lula,  Dilma claramente arma para frustrar a operação Lava Jato.  Nomeia Lula como ministro para livrá-lo das garras da Lava Jato e ainda manda o termo de posse para usar para isso se for necessário.

Teori usa uma malandragem jurídica dizendo que por alguns minutos da gravação  a competência não era mais de Moro e sim do STF.  A malandragem jurídica não foi inventada por Teori,  mas serve para livrar a pele de criminosos políticos,  que criaram o tal de foro privilegiado.

O ministro do Supremo,  na mesma canetada também devolveu o processo de Lula para o juiz Sérgio Moro,  separando Dilma de Lula no STF.

A decisão de Teori deixa uma dica sobre as gravações com Sarney,  Renan e Jucá.

domingo, 12 de junho de 2016

EDIVALDO HOLANDA JUNIOR SE DERROTOU.

A atitude política de Edivaldo Holanda Junior se assemelha com a de João Castelo no último ano de governo. Edvaldo Junior passou três anos alheio à população e totalmente apagado. 

viajou em equívocos e deixou seu governo na mão do pai. Como Castelo, achou que a população vai se deixar enganar pela sua grande propaganda em horário nobre. Vai cair do cavalo.


SOB EDIVALDO, SÃO LUÍS ESTÁ HÁ MAIS DE 3 ANOS NO CAOS.
Caos nos transportes Coletivos, no Trânsito e na infraestrutura (a cidade não tem sinalização, sequer nas faixas de pedestres, buracos nas vias infernizam o povo. Simulou uma licitação nos transportes coletivos para entregar para as mesmas empresas que prestam péssimos serviços aos ludovicenses);

- Caos na Educação (Crianças e adolescentes sem aula, sem condições de estudar e sem alimentação.

- Caos na Saúde (Falta de UTIcondições precárias, Socorrão em caos, Falta de atendimento, Os recursos recebidos, a situação deplorável da Saúde de São Luís).

A situação de Edivaldo preocupa Flávio Dino
Perder em São Luís seria o fim do comunista.
Agora, como se estivesse tratando com bobos, Edivaldo Holanda Junior anda a tiracolo com o governador Flávio Dino querendo aplicar um golpe na população para sua reeleição. mas, pesquisas apontam que ajuda do comunista é inócua.

Acorda Edivaldo, em São Luís, a partir de João castelo, a população decidiu não mais reeleger prefeito.

Aproveitador! aproveitador! Aproveitador! grita moradores de Paço do Lumiar para Domingos Dutra (PC do B) na presença do governador Flávio Dino.

Domingos Dutra (o Futi), pré-candidato pelo PC do B foi desmascarado neste sábado (11) em Paço do Lumiar, levando o governador Flávio Dino a passar um vexame daqueles. 

O governador Flávio Dino foi ao Município entregar os primeiros títulos de propriedade aos moradores de Paço do Lumiar que construíram suas residências em terrenos pertencentes ao Estado do Maranhão. 70% da área do município onde reside famílias sem posse das terras, pertence ao Estado. o evento correu às das 15 horas, no Clube da Assembleia Legislativa, no Maiobão.

O vexame que Dutra causou ao governador se deu em razão dele ter vendido mentira para o governo dizendo ser o dono das medidas para a regularização que resultou nos títulos entregues. 

O governador foi surpreendidos com os gritos de populares: Aproveitador! aproveitador! Aproveitador!... Aí a verdade foi revelada.

A VERDADE.

Em 30 de setembro de 2014, o prefeito Josemar (PSDB), pelo Decreto nº 1.843, instituiu a Comissão de Regularização Fundiária​ de Paço do Lumiar​, composta de representantes dos poderes executivo e legislativo, representantes da sociedade civil, Promotoria de Justiça e Secretaria de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano.

A Comissão detectou 38 localidades em conflito fundiário em Paço do Lumiar, priorizando as localidades que apresentaram maiores problemas. Portanto foi esta Comissão instituída pelo prefeito que promove a regularização fundiária, diagnostica as áreas do município que apresentam demanda por regularização, atua junto a comunidade e as entidades da sociedade civil organizada a fim de fomentar, otimizar e facilitar ações de regularização pelo próprio município ou junto ao governo do Estado. 

Essa é a verdade que Domingos Dutra omitiu do governador para tirar vantagem no evento, mas foi desmascarado na lata com gritos de populares: Aproveitador! aproveitador! Aproveitador!...Aliás Dutra sempre fez política usando desses expedientes.

Reunião da Comissão de Regularização Fundiária​ de Paço do Lumiar em janeiro de 2015​ apresentando ​ao presidente do Instituto de Terras do Maranhão – ITERMA, Mauro Jorge​, ​demandas a fim de encontrar meios para a regularização e mediação de conflitos existentes nas áreas ocupadas e ameaçadas de despejo​.

QUE VERGONHA SENHOR DOMINGOS DUTRA!!!
Diante da situação o governador teve de reconhecer o trabalho do prefeito Josemar (PSDB).



sexta-feira, 10 de junho de 2016

Prefeito Josemar entrega asfalto e casas em Paço do Lumiar.

Obra de asfaltamento e recuperação da Avenida 13 do Maiobão é vistoriada pelo prefeito Josemar Sobreiro

O prefeito Josemar Sobreiro e seu vice Marcone Lopes vistoriam, nesta quarta-feira (8), o andamento das obras asfaltamento da Avenida 13 no Bairro Maiobão, em Paço do Lumiar. A visita foi acompanhada pela secretária de Infraestrutura, Andréia Feitosa, secretários municipais, assessores e vereadores.

Mil casas do Morada dos Bosques I e II são entregues às famílias de Paço do Lumiar

“É mais um dia histórico para Paço do Lumiar”, declarou o prefeito Josemar Sobreiro na entrega das chaves de mil moradias dos residenciais Morada dos Bosques I e II, no bairro Iguaíba, ocorrida na manhã desta quarta-feira (8). As novas unidades habitacionais fazem parte do ‘Programa Minha Casa, Minha Vida’, fruto do convênio da Administração com o Governo Federal e a Caixa Econômica Federal (CEF).

Prefeitura de Paço do Lumiar e FACEM levam atividades do Projeto ‘Pequeno Jurista’ a alunos do município

Crianças e jovens de Paço do Lumiar participaram, no último sábado (4), de um dia de atividades e dinâmicas lúdicas voltadas para incentivar a cidadania e o conhecimento jurídico, como parte do projeto ‘Pequeno Jurista’, desenvolvido por alunos da Faculdade do Estado do Maranhão (FACEM).

quinta-feira, 9 de junho de 2016

TJMA realiza a primeira sustentação oral a distância.

O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) realizou a primeira sustentação oral a distância, via Skype, durante sessão da 1ª Câmara Cível, nesta quinta-feira (9). O procedimento – que cumpre determinação do novo Código de Processo Civil (CPC) – garante o direito de sustentação oral aos advogados domiciliados em cidade diversa da sede do tribunal, desde que estes façam o pedido até o dia anterior ao da sessão.
Para o presidente da 1ª Câmara Cível, desembargador Jorge Rachid, a medida é um passo sólido que coloca o Judiciário do Maranhão na vanguarda. “A iniciativa é importante e acertada. Não há a necessidade da presença física na sustentação oral. Acredito que nós estamos sendo precursores no norte-nordeste”, declarou o magistrado.
Segundo a procuradora de Justiça, Selene Coelho de Lacerda, a sustentação oral a distância é um grande passo, não só do Tribunal de Justiça, como da Justiça maranhense e do Brasil. “Trata-se de um grande processo de economia para as partes e de celeridade dos processos. É um avanço tecnológico fantástico muito bem-vindo. O Tribunal de Justiça fez um grande investimento com esse projeto”, ressaltou.
A primeira sustentação oral foi feita pelo advogado Francisco Assis Fidelis de Oliveira Filho, de João Pessoa (PB), em uma apelação cível de relatoria do desembargador Kleber Carvalho, em julgamento preliminar sobre incompetência da Justiça Estadual em processo envolvendo a Caixa Econômica Federal.
O advogado parabenizou a iniciativa da Corte estadual, destacando que o Tribunal de Justiça do Maranhão está sempre à frente do seu tempo. “Estou feliz em ter participado desse momento, que ficará marcado em minha história profissional e de vida”, frisou.
Para a sustentação, o advogado deve enviar o requerimento até 24 horas antes do início da sessão. A chamada será feita por meio do programa Skype – software gratuito de telefonia com vídeo pela internet – dependendo de conexão à rede mundial de computadores, em dispositivo com microfone e câmera.
A solicitação é feita acessando o Portal do Judiciário do Maranhão, no menu “Sustentação Oral”, clicando na opção “Sustentação Oral Online”, informando os dados do processo e da sessão de julgamento na qual ele será apreciado. O advogado receberá e-mail de confirmação, onde constarão as informações de acesso, como o usuário com o qual deve se conectar.
O acesso é simples e gratuito, de forma a facilitar a sustentação oral e garantir o cumprimento da lei. O sistema é gratuito e não gera custos extras ao tribunal ou ao advogado.
A diretora judiciária do TJMA, Denyse Batista, ressaltou o benefício que a medida representa na rotina de trabalho dos advogados, que não puderem se deslocar para a sede do tribunal. “Os procuradores poderão protocolar o pedido e realizar a sustentação diretamente de seu escritório, de sua casa ou de onde estiverem, bastando o acesso à internet”, salientou.
 Danielle Limeira
Assessoria de Comunicação do TJMA

17 governadores pedalaram impunemente.

Por   AGÊNCIA DE REPORTAGEM E JORNALISMO INVESTIGATIVO

A Pública analisou votos, pareceres e manifestações dos TCEs e MPCs entre 2013 e 2014 em 20 estados; os documentos mostram que os governadores infringiram a legislação mas ainda assim tiveram as contas aprovadas

A adoção de malabarismos contábeis em que se baseou o pedido de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff, não é exclusividade do governo federal. A Agência Pública analisou pareceres prévios dos Tribunais de Contas dos estados (TCEs), votos de alguns de seus conselheiros e manifestações dos Ministérios Públicos de Contas (MPCs) de 20 unidades da Federação, entre 2013 e 2014, e concluiu que, na interpretação geral do conceito, pelo menos 17 governos teriam praticado pedaladas fiscais.

Por não se tratar de um termo técnico, é difícil cravar o que é ou não uma pedalada fiscal. De forma geral, as pedaladas são “mecanismos utilizados pelo governo para maquiar as contas públicas” – como definiu o conselheiro substituto do Tribunal de Contas do Ceará, Paulo César de Souza, na declaração de voto sobre as contas estaduais de 2014. Nos documentos examinados pela Pública foram encontrados três tipos desses mecanismos: a abertura de créditos adicionais de forma irregular, a maquiagem da meta fiscal e o cancelamento de empenhos liquidados.

Segundo análises de MPCs, de auditorias técnicas dos TCEs e de manifestações de conselheiros dos tribunais, foram detectados problemas na abertura de créditos adicionais na contabilidade de nove governadores: Rosalba Ciarlini (DEM-RN), Roseana Sarney (PMDB-MA), Ricardo Coutinho (PSB-PB), Tarso Genro (PT-RS), Beto Richa (PSDB-PR), Siqueira Campos (PSDB-TP), Sandoval Cardoso (SD-TO), Sergio Cabral (PMDB-RJ), Luiz Fernando Pezão (PMDB-RJ), Antonio Anastasia (PSDB-MG), Alberto Pinto Coelho (PP-MG), e Silval Barbosa (PMDB-MT). Em alguns casos, pela ausência de autorização legislativa – o que foi apontado como pedalada no caso da presidente, que agiu sem autorização prévia do Congresso; em outros, pela inexistência de um limite para os créditos adicionais.

A segunda pedalada consiste na violação da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF) através da maquiagem das contas públicas para forjar o cumprimento das metas fiscais do governo ou através da aprovação irregular de Leis Orçamentárias Anuais (LOAs). Assim como Dilma, acusada de omitir o passivo da contabilidade oficial, teriam incorrido nesta prática os governadores Cid Gomes (PDT-CE), Marconi Perillo (PSDB-GO), Sergio Cabral (PMDB-RJ), Silval Barbosa (PMDB-MT) e Antonio Anastasia (PSDB-MG).

O “cancelamento de empenhos liquidados”, um termo complicado para explicar o popular “calote”, também é uma forma de pedalar. O procedimento consiste em retirar das contas públicas o registro de despesas sobre serviços já efetuados ou produtos já entregues, sem pagar prestadores e fornecedores. Uma infração ao artigo 42 da LRF, que proíbe a prática para evitar, em ano eleitoral, que resultados artificiais na contabilidade gerem um rombo para os sucessores. Teriam cancelado empenhos já liquidados os governadores Eduardo Campos (PSB-PE), Raimundo Colombo (PSD-SC), Alberto Pinto Coelho (PP) e Renato Casagrande (PSB-ES).

O ex-advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, durante sessão do TCU que rejeitou as contas do governo Dilma, em outubro de 2015 (Foto: Lula Marques/Agência PT)

O atraso de repasses a bancos públicos responsáveis por pagamentos de programas sociais, como o Bolsa Família, ou de linhas de financiamento, como o Plano Safra, é apontado como a pedalada mais grave do governo Dilma. As instituições financeiras teriam amargado meses de “pendura”, o que configuraria um empréstimo – e como tal, ilegal. Mas, embora não envolvam bancos estatais, manobras semelhantes teriam sido praticadas por Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Agnelo Queiroz (PT-DF).

Ao contrário de Dilma, porém, que em 2015 teve suas contas rejeitadas por unanimidade pelo Tribunal de Contas da União (TCU), as cortes estaduais foram bem menos rigorosas no julgamento dos governadores. Nenhum deles teve a contabilidade reprovada, apesar de manifestações neste sentido por parte de alguns conselheiros solitários e dos Ministérios Públicos de Contas.
Dois pesos, duas medidas

Relator do processo de impeachment de Dilma Rousseff no Senado Federal, Antonio Anastasia (PSDB-MG) teve as contas aprovadas pelo Tribunal de Contas de Minas Gerais apesar de irregularidades cometidas no exercício de 2014. Não apenas por ele mas também pelo vice Alberto Pinto Coelho (PP) – que assumiu quando o tucano renunciou, em abril, para concorrer ao cargo de senador. Entre os problemas na gestão mineira, está a abertura de créditos suplementares de valor superior ao dobro do permitido na Lei Orçamentária Anual (LOA), alcançando um montante R$ 15,51 bilhões.

Além disso, como apontou o MP de Contas, irregularidades na própria LOA caracterizariam a abertura ilimitada de créditos adicionais, o que é proibido pela Constituição. Outro problema encontrado no estado foi o cancelamento de empenhos liquidados nos últimos oito meses de mandato, uma espécie de maquiagem de R$901,4 milhões. O artigo 42 da LRF proíbe o “pendura” de contas para o primeiro ano do mandato seguinte sem a devida dotação orçamentária. Ainda assim, os conselheiros do TCE-MG aprovaram as contas de Anastasia. No entendimento deles, tudo não passou de “impropriedades e faltas de natureza formal” sem dano aos cofres públicos.

No Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) também apresentou uma LOA com irregularidades que permitiriam a abertura de créditos ilimitadas, como foi ressalvado na aprovação de suas contas pelo TCE. A irregularidade mais grave, porém, de acordo com o MP de Contas, foi a pedalada na meta fiscal praticada pelo governador. A Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2014 previa um superávit primário de R$ 2,3 bilhões, que acabou se convertendo em um déficit de R$ 177 milhões. Para deixar o resultado na legalidade, o governo conseguiu, com o apoio do Poder Legislativo, reduzir em incríveis R$ 3,5 bilhões a meta de resultado primário em 2015 – e, assim, cumpri-la. Chama atenção no texto do parecer prévio aprovado pela corte de contas paranaense, que negou veementemente que o governador tenha pedalado, um trecho destacando especificamente que as manobras do governador “em nada se parecem ou se assemelham” com aquelas de Dilma Rousseff.

No Rio Grande do Norte, o conselheiro Carlos Thompson Fernandes apontou irregularidades nas contas da governadora Rosalba Ciarlini (DEM) referentes ao exercício de 2013 utilizando argumentos semelhantes ao do parecer de Anastasia sobre as contas de Dilma. “Restou demonstrada a abertura de créditos adicionais suplementares e créditos adicionais especiais sem autorização legislativa. (…) Tal prática, que configura a utilização de créditos ilimitados, (…) incorre no crime de responsabilidade contra a lei orçamentária do art. 10, item 6, da Lei n 1.079/1950 [a Lei do Impeachment]”, escreveu o conselheiro. Somados os dois tipos de créditos – suplementares e especiais –, o valor alcançado foi de R$ 1,097 bilhão.

Apesar do voto de Thompson, a contabilidade de Rosalba foi aprovada com recomendações e ressalvas – espécies de “puxões de orelha” que se repetem anos a fio sem quaisquer consequências ou punições aos gestores.

Infográfico: Bruno Fonseca

No Maranhão, também em 2013, a governadora Roseana Sarney (PMDB) também abriu créditos suplementares sem a autorização do Poder Legislativo, de acordo com o Ministério Público de Contas. O valor das movimentações, de R$ 6,4 bilhões, supera o autorizado na Lei Orçamentária Anual, o que é vedado pela LRF. Embora o relator do julgamento pelo Tribunal de Contas, conselheiro Álvaro Ferreira, tenha incorporado as observações do MP, não há menção ao fato no texto final, que aprovou a contabilidade da peemedebista. No parecer prévio constam apenas recomendações gerais ao governo.

Na Paraíba, em 2014, Ricardo Coutinho (PSB) abriu créditos extraordinários de R$ 378,7 mil por meio de medida provisória, portanto sem prévia autorização legislativa. Além disso, apontaram os auditores do Tribunal de Contas do estado, a Constituição Federal só permite a abertura de tais créditos em casos “imprevisíveis e urgentes, a exemplo daquelas ocasionadas por guerra, comoção interna ou calamidade pública”. Somada a outras irregularidades, como o descumprimento dos investimentos mínimos constitucionais em saúde e educação, a pedalada levou o MP de Contas a emitir parecer contrário à aprovação das contas de Coutinho. O Tribunal de Contas da Paraíba multou o governador em R$ 7 mil, mas findou por aprovar a contabilidade.

No Rio Grande do Sul, de acordo com o relatório do corpo técnico do Tribunal de Contas de 2014,Tarso Genro (PT) contrariou a Lei de Finanças Públicas (Lei 4.320 de 1964) que estabelece: “a abertura dos créditos suplementares e especiais depende da existência de recursos disponíveis”, proveniente de fontes como o “excesso de arrecadação”. Os decretos assinados pelo petista se embasaram em “previsão de arrecadação” – o que não passa de uma “suposição”, como apontou o relatório.

Por este e outros motivos – entre os quais a criação de obstáculos à devida análise da contabilidade –, o MP de Contas opinou pela emissão de parecer prévio desfavorável às contas, mas elas acabaram aprovadas por unanimidade pelos conselheiros do TCE-RS.

Outro que foi vencido pela maioria dos colegas, o conselheiro substituto do Tribunal de Contas doCeará, Paulo César de Souza, votou pela reprovação das contas de 2014 de Cid Gomes (PDT). Entre os principais motivos, está a metodologia utilizada pelo governo estadual para demonstrar o atingimento de superávit primário de R$ 347,7 milhões naquele ano, quando outra metodologia – definida no Manual de Demonstrativos Fiscais da Secretaria do Tesouro Nacional – resultaria em um déficit primário de R$ 1,5 bilhão.

Entre as irregularidades cometidas pelo ex-governador de Minas Gerais e hoje senador Antonio Anastasia (PSDB), está a abertura de créditos suplementares de valor superior ao dobro do permitido na LOA (Foto: Foto: Moreira Mariz/Agência Senado)

“Não há que se falar em cumprimento das metas estabelecidas se o próprio cálculo da meta não é claro ou não traduz a realidade”, frisou Souza. Uma comissão técnica do Tribunal de Contas do Ceará apontou ainda o emprego de metodologias semelhantes no Maranhão e em Pernambuco, além do governo federal.

Em Pernambuco, ainda na gestão do falecido governador Eduardo Campos (PSB), o cancelamento de 678 empenhos liquidados no apagar das luzes de 2013 fez com que $ 395,2 milhões de despesas sumissem da contabilidade estadual. Com isso, a diferença entre receitas e despesas – chamada de resultado primário – teve um ligeiro alívio, sendo o déficit resultante reduzido de cerca de R$ 1,5 bilhão para R$ 1,2 bilhão. Campos foi outro que teve as contas aprovadas sem quaisquer ressalvas – defendidas por dois dos cinco conselheiros. O argumento para não ressalvar a chancela às contas consiste em dizer que a manipulação foi feita por um misterioso usuário não identificado, o CTB-BACTH, e não pelo governador.

Já as contas de 2014 do governador catarinense Raimundo Colombo (PSD) foram aprovadas, mas com ressalvas pelo descumprimento de metas de resultado primário, além daquelas de despesa total, nominal e da dívida consolidada líquida, “revelando um planejamento orçamentário não condizente com uma política de gestão fiscal responsável”. Tal qual em Pernambuco, o cancelamento de despesas liquidadas em Santa Catarina, “sem controle que possibilite a transparência do procedimento”, na ordem de R$ 1,3 bilhão, foi apontado com prejudicial à confiabilidade dos dados contábeis apresentados pelo governo.
O Artigo 42

Outro ponto grave apontado na contabilidade dos governadores Beto Richa e de Cid Gomes foi a falta de demonstração clara do cumprimento do artigo 42 da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), que impede o descontrole dos gastos nos últimos meses de mandato. “Para a [conselheira] relatora, o desvio da norma do art. 42 imporia a rejeição das contas. Todavia, considerou que a omissão de dados e informações impede esse desfecho. Com as vênias devidas, não concordo”, pontuou o conselheiro Souza em seu voto pela condenação das contas do Ceará. “A omissão em fornecer dados pode servir para encobrir descumprimento da norma e, consequentemente, evitar as sanções legais. (…) Ou seja, todas as vezes que houver fuga da norma, basta a negativa de entrega dos dados para que o órgão fiscalizador fique inoperante”, protestou.

O artigo 42 da LRF também está no centro do debate sobre as pedaladas de Marconi Perillo (PSDB-GO). O governador teve a contabilidade posta em xeque pelo MP de Contas devido ao rombo de R$ 1,49 bilhão na conta centralizadora do estado de Goiás – que agrupa 120 contas de secretarias, agências, fundações, autarquias, estatais, fundos especiais e empresas públicas. Embora o “empréstimo” pelo Tesouro goiano seja permitido excepcionalmente, somente em 2014 – ano em que Perillo se reelegeu – o saldo negativo foi aumentado em R$ 633,9 milhões. Além disso, o estado deixou de distribuir R$ 149 milhões de rendimentos a diversos órgãos e entidades, elevando a dívida do Tesouro para com a conta centralizadora para R$ 1,6 bilhão.

O corpo técnico do Tribunal de Contas estadual apontou que, embora o tucano tenha cumprido as determinações do artigo 42, o feito só se deu pela apropriação dos recursos da conta centralizadora e de seu “catastrófico aprofundamento” em 2014. Para os auditores do TCE, desconsiderada a pedalada, Perillo teria incorrido em “flagrante descumprimento” do artigo 42 e em crime contra as finanças públicas. O entendimento dos conselheiros do Tribunal foi outro, entretanto, e a contabilidade do governo estadual foi aprovada com ressalvas. Mas a independência da corte de contas foi questionada recentemente, após a divulgação de uma conversa que mostra uma espécie de aliança entre Perillo e o conselheiro Edson Ferrari.

A irregularidade mais grave cometida pelo governador do Paraná Beto Richa (PSDB) foi a pedalada na meta fiscal (Foto: Ricardo Almeida/ANPr)

A análise das contas de Luiz Fernando Pezão e Sérgio Cabral (PMDB-RJ) de 2014 pelos auditores do TCE do Rio de Janeiro concluiu que o artigo 42 da LRF foi descumprido em R$ 1 bilhão devido a despesas contraídas nos últimos meses do exercício sem que houvesse a necessária disponibilidade financeira. O rombo também acarretou no descumprimento das metas de resultado primário e nominal. O governo alegava ter alcançado R$ 122,7 milhões de superávit, mas subtraídas as despesas irregulares o resultado se revelou, na verdade, um déficit de R$ 878 milhões.

O corpo técnico do TCE-RJ apontou ainda descumprimento às normas do Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público, da Secretaria do Tesouro Nacional, o que pode ser considerado como tentativa de maquiagem das contas públicas. “Os fatos apurados demonstram que os resultados dos demonstrativos contábeis e fiscais encaminhados a essa Corte, e divulgados para a sociedade, não são fidedignos, uma vez que os valores das obrigações assumidas pelo governo não espelham a realidade”, diz o texto.

O governo do Rio de Janeiro também utilizou artifícios na Lei Orçamentária Anual para abrir créditos adicionais ilimitados em áreas específicas, como pagamento de pessoal, encargos sociais, inativos, pensionistas, entre outras. “Desta forma, se está permitindo a abertura ilimitada de créditos suplementares, podendo o orçamento inicial aprovado ser totalmente alterado sem que haja necessidade de nova autorização legislativa”, diz o relatório, que conclui ter havido desrespeito à Constituição Federal. Apesar da recomendação técnica pela emissão de parecer prévio contrário às contas, a Corte de contas foi unânime em aprová-las. 
“Empréstimos”

Em São Paulo, o governador Geraldo Alckmin (PSDB-SP) pedalou em R$332,73 milhões com recursos do Metrô – como revelou em abril o jornal Valor –, ao deixar de repassar para a companhia estatal os valores correspondentes à compensação tarifária, entre 2011 e 2014. Após a publicação da notícia, o Tribunal de Contas de São Paulo, que não havia registrado a manobra – pelo menos não nos pareceres prévios referentes aos exercícios de 2013 e 2014 –, solicitou então informações ao governo estadual sobre o caso, que poderá ser abordado nas contas de 2015.

Alckmin não foi o único a fazer espécies de empréstimos dentro do próprio governo. No Distrito Federal, o governador Agnelo Queiroz (PT) – cujos sucessivos recursos impediram, até o momento, o julgamento das contas de 2014 – teve a contabilidade de 2013 aprovada com ressalvas. O TC-DF apontou que não foi investido um real sequer em seis dos 30 fundos setoriais – de apoio à pesquisa, ao esporte, de fomento à indústria, entre outros. Treze fundos tiveram ainda execução reduzida, inferior à metade do que havia sido disponibilizado.

Além disso, no encerramento do exercício financeiro daquele ano, o governo determinou que os saldos não utilizados pelos fundos até 26 de dezembro fossem devolvidos, o que afronta a Lei de Finanças Públicas. Ela determina que, salvo determinação em contrário, os recursos remanescentes devem ser mantidos no mesmo fundo no ano seguinte. Somente o Fundo de Apoio à Pesquisa foi ressalvado da aprovação das contas. O TCE recomendou ao governo reavaliar a necessidade e viabilidade dos demais.

Geraldo Alckmin (PSDB), em seu segundo mandato seguido como governador de São Paulo, pedalou com recursos do Metrô (Foto: Du Amorim/A2)

O Tribunal de Contas do DF também ressalvou da aprovação o descumprimento da meta de resultado primário previsto na Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2013. Inicialmente superavitária em R$ 10 milhões, ela foi reduzida, dentro do exercício, para um déficit de R$ 510 milhões. Ainda assim, o governo não conseguiu atingi-la, terminando o ano no vermelho em R$ 1,2 bilhão – pior resultado no DF, até então, frisou o TC-DF, desde a edição da LRF, em 2000.

No Espírito Santo, o MP de Contas se manifestou pela emissão de parecer prévio contrário à contabilidade de 2014 de Renato Casagrande (PSB). O órgão considerou que houve uma pedalada de R$531,8 milhões nos recursos para a manutenção e desenvolvimento do ensino, montante realocado para o pagamento de benefícios previdenciários a servidores públicos inativos e pensionistas. Com a espécie de empréstimo, o governo acabou por não cumprir o investimento mínimo em educação previsto na Constituição Federal.

Além disso, o MPC-ES também apontou a realização de despesas sem prévio empenho na ordem de R$ 300 milhões, além do cancelamento indevido de empenhos, levando a imprecisões e irregularidades nos demonstrativos fiscais do governo, “além de impossibilitar o conhecimento da real disponibilidade de caixa do Estado ao final do exercício financeiro de 2014”. A manobra também teria empurrado despesas para o exercício seguinte. O TCE-ES, entretanto, se manifestou de forma unânime pela aprovação de parecer prévio favorável às contas.
Tocantins, Mato Grosso e Bahia

No Tocantins, a Lei Orçamentária Anual para 2014, de responsabilidade do governador Siqueira Campos (PSDB), foi criticada pelos auditores do TCE por apresentar limites para a abertura de créditos suplementares apenas para parte das despesas, contrariando a Constituição Federal. Não foram estabelecidos limites para suplementação de gastos com convênios, amortização da dívida, pessoal e encargos, entre outros. Campos e o vice renunciaram em consequência de articulações eleitorais, tendo sido Sandoval Cardoso (SD), então presidente da Assembleia Legislativa, eleito para o comando estadual por meio de uma eleição indireta. Os auditores apontaram que, ao contrário do que indicou o governo, não havia disponibilidade de caixa para honrar todas as despesas dos últimos meses de mandato. Apesar de o Poder Executivo alegar disponibilidade de caixa líquida, ao final do exercício, de R$ 431,2 milhões, se incluídas as despesas “esquecidas”, de R$ 681,1 milhões, o valor na verdade seria negativo em R$250 milhões.
Silval Barbosa (PMDB), governador do Mato Grosso, foi outro cuja Lei Orçamentária Anual, em 2014, não estipulou limites para a abertura de créditos adicionais em determinados setores, o que “significa um verdadeiro ‘cheque em branco’”, conforme pontuou o MP de Contas de Mato Grosso. “Na prática, houve uma subversão das regras constitucionais e legais das regras do processo orçamentário”, diz ainda o parecer da instituição sobre os R$1,13 bilhão.

Além disso, os dados entregues pelo governo mato-grossense confundiram os auditores do TCE-MT quanto ao cálculo do superávit financeiro. De um documento para outro, o montante saltou de R$ 950 milhões para R$ 4,8 bilhões. “Note-se que não se trata de mera disparidade formal. (…) Isso sinaliza que os créditos adicionais foram abertos sem uma referência segura de recursos para custeá-los, o que, por si só, já implica desobediência das normas relativas ao equilíbrio financeiro”, repudiou o MP de Contas, que votou contra a aprovação da contabilidade de Silval Barbosa. O TCE, contudo, promoveu a aprovação sem ressalvas, apenas com recomendações.

A auditoria do TCE da Bahia apurou que o governo Jaques Wagner (PT)não computou na despesa com pessoal de 2014 um total de R$ 228,3 milhões referentes a despesas com prestadores de serviços temporários e ao desconto indevido de parte do 13º salário de 91.743 servidores, o que teria ocorrido por falha no processamento da folha de pagamento. Caso tivesse sido incluído, o montante oculto elevaria as despesas com pessoal do Poder Executivo de 45,48% para 46,36% da Receita Corrente Líquida. Com isso, o estado ultrapassaria o limite de alerta previsto na LRF (46,17%), apontou a auditoria, e sofreria uma série de restrições, como a proibição de criação de cargos, de concessão de aumentos a servidores (com algumas poucas exceções) e contratação de horas extras.
Exceções

Embora tenham desrespeitado pontualmente a LRF, não é possível afirmar que alguns governadores tenham pedalado, uma vez que não houve maquiagem de dados contábeis, abertura de créditos adicionais sem autorização legislativa ou em valor superior ao permitido, ou ainda a tomada de “empréstimo” de fundos e empresas estatais. É o caso de Simão Jatene (PSDB-PA), Jackson Barreto (PMDB-SE), e José Melo (Pros-AM). Apesar disso, o pouco rigor dos Tribunais de Contas pode ser percebido em alguns casos, como em Sergipe.

Eleito vice, Jackson Barreto assumiu o governo em dezembro de 2013, após a morte do então governador Marcelo Déda (PT). O peemedebista teve as contas aprovadas com ressalvas pelo TCE. A Corte puxou a orelha do Executivo estadual pela manutenção de elevados gastos com pessoal, desde 2011, em patamar superior ao limite prudencial da LRF. Em 2014, o montante de despesas com a folha de pagamento do Poder Executivo alcançou 48%. Foi quando o TCE finalmente se manifestou com maior rigor, ameaçando reprovar a contabilidade estadual nos exercícios seguintes caso não sejam adotadas medidas efetivas para sanar o problema.

No Amazonas, embora não tenham sido identificadas pedaladas nas contas de Omar Aziz (PSD) eJosé Melo (Pros-AM), com base na auditoria e no parecer prévio do Tribunal de Contas, a Lei Orçamentária Anual aprovada pelo primeiro e executada principalmente pelo segundo – Aziz renunciou em abril para concorrer ao Senado Federal – chama a atenção pela generosíssima margem de realocação de recursos estipulada, de até 40% do orçamento inicial. Assim, por mais que ao final do exercício o Executivo tenha aberto R$ 4,6 bilhões de créditos suplementares, representando 31,48% do que fora inicialmente previsto na LOA, não houve irregularidade.

Em algumas unidades da Federação, o ritmo de apreciação das contas pelos tribunais é tão lento que mandatos chegam ao fim sem que se saiba como o dinheiro público foi gerido na maior parte do tempo. São os casos do Piauí, cujo último ano em que houve elaboração de parecer prévio pelo TC foi 2012, e de Rondônia (2011). Além disso, a reportagem não teve resposta sobre os pedidos de documentação relativa às contas de Mato Grosso do Sul, Roraima, Acre, Alagoas e Amapá.