Blog do Edgar Ribeiro

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segunda-feira, 17 de abril de 2017

ESTRATÉGIA DA DEFESA DE LULA FERROU COM ELE

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Advogados de Lula pensaram numa estratégia para chafurdar o processo que Moro preside contra Lula, pediram para o juiz ouvir 87 testemunhas de defesa.

Ferraram com o barbudo...

O juiz federal Sérgio Moro decidiu ouvir as 87 testemunhas de defesa arroladas pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em ação Penal da Lava Jato, mesmo considerando o número “bastante exagerado”. No entanto, o magistrado deu o troco e exigiu a presença em todos os depoimentos. Moro despachou:

“Será exigida a presença do acusado Luiz Inácio Lula da Silva nas audiências nas quais serão ouvidas as testemunhas arroladas por sua própria Defesa, a fim prevenir a insistência na oitiva de testemunhas irrelevantes, impertinentes ou que poderiam ser substituídas, sem prejuízo, por provas emprestadas”, diz o despacho.

A decisão de Moro, que é responsável pelas ações da lava Jato na 1ª instância, foi publicada no sistema da Justiça Federal do Paraná no fim da tarde desta segunda-feira (17). A justificativa da decisão é “evitar alegações de cerceamento de defesa”. Para o juiz, a oitiva de todas as testemunhas é desnecessária, considerando que houve várias desistências na outra ação penal na qual o ex-presidente é réu.

“Bem como considerando o teor dos depoimentos de várias, de caráter eminentemente abonatório ou sem conhecimento específico dos fatos que eram objeto da acusação”, afirma em trecho da decisão. A exigência de comparecimento nas audiências para depoimento de suas testemunhas de defesa foi estendida a todos os réus do processo.

“Fica, porém, indeferida a dispensa da presença dos acusados nas audiências de oitiva das testemunhas arroladas por suas próprias Defesas. Em outras palavras, os acusados deverão comparecer pessoalmente nas audiências destinadas à oitiva de suas próprias testemunhas”, explica Moro.

DEPOIS QUE A ESTRATÉGIA DEU ERRADA, O ADVOGADO VEM COM MIMIMI

Veja a nota completa da defesa do ex-presidente Lula:

A decisão proferida hoje (17/04) pela 13ª. Vara Federal Criminal de Curitiba nos autos da Ação Penal nº 5063130-17.2016.4.04.7000/PR exigindo a presença de Lula em audiências para ouvir testemunhas de defesa configura mais uma arbitrariedade contra o ex-Presidente, pois subverte o devido processo legal, transformando o direito do acusado (de defesa) em obrigação. Presente o advogado, responsável pela defesa técnica, a presença do acusado nas audiências para a oitiva de testemunhas deve ser uma faculdade e não uma obrigação.

O juiz Sérgio Moro pretende, claramente, desqualificar a defesa e manter Lula em cidade diversa da qual ele reside para atrapalhar suas atividades políticas, deixando ainda mais evidente o “lawfare”.

A decisão também mostra que Moro adota o direito penal do inimigo em relação a Lula e age como “juiz que não quer perder o jogo”, como foi exposto pelo renomado jurista italiano Luigi Ferrajoli em análise pública realizada no último dia 11/04 no Parlamento de Roma (ww.averdadedelula.com.br).

Essa decisão foi proferida na ação penal em que Lula é -indevidamente- acusado de ter recebido um terreno para a instalação do Instituto Lula e um apartamento, vizinho ao que reside. No entanto, as delações dos executivos da Odebrecht mostraram que o ex-Presidente não recebeu tais imóveis, o que deveria justificar a extinção da ação por meio de sua absolvição sumária.

domingo, 16 de abril de 2017

RESENHA- Cidades de Papel (John Green, Editora Intrínseca)

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A história é sobre Quentin, um garoto em seu último ano de escola, que é apaixonado por sua vizinha e, em sua opinião, o seu milagre: Margo Roth Spielgelman, a garota mais amada da escola. Eles se conhecem desde os dois anos de idade, e sempre foram amigos. Um dia, aos dez anos, os dois encontram um cara morto em um parque, quando estavam andando de bicicleta. Margo concluiu que os fios dele tinham se arrebentado, e isso fica na cabeça de Q. Com o tempo, cada um segue um caminho diferente, mas os dois lembram daquele homem

Anos depois, em um noite, Margo aparece na janela de Q o convidando para uma aventura, e ele aceita. Os dois invadem o Sea World, deixam três bacalhaus de presente para alguns amigos de Margo, visitam o SunTrust e depilam a sobrancelha de Chuck. No SunTrust, os dois conseguem enxergar quase toda a cidade de papel que é Orlando. Quando chega em casa, Q percebe que aquela foi a melhor noite de sua vida.

Porém, tudo muda quando Margo some no dia seguinte. Não é a primeira vez, e ela sempre deixa dicas de onde foi para alguém, seja na sopa de letrinhas ou em um comentário anônimo na internet. Depois de uns dias, o sumiço já está muito longo e todos ficam preocupados, e Q resolve investigar o paradeiro de Margo.
No meio de investigações, cidades de papel e locais abandonados, o livro tem um ritmo tranquilo e conquistador, típico do Green. A história conquista quem a lê o nós, leitores, começamos a investigar o sumiço de Margo junto à Q. As dicas levam à vários lugares, porém apenas um é o certo. Q tem certeza de onde Margo está quando vê um comentário online do jeito que apenas ela escrevia, e mesmo que esse lugar talvez nem existisse, ele vai atrás dela com Lacey, Ben e Radar.

A escrita de John é leve e fácil, e em nenhum momento o leitor fica entediado. Sem largar o livro nos últimos dois dias, achei o final meio previsível, porém a estrada até ele é interessante e a melhor parte.

A pesquisa do John para escrever esse livro deve ter sido cansativa e longa, e mais uma vez ele mostrou ser um autor talentoso e dedicado, que se importa com todos os detalhes. Cidades de papel tem romance, aventura, festas e papais noéis negros e tudo isso se encaixa perfeitamente, formando uma ótima história.

O livro mostrou como as pessoas são apenas… pessoas. E devemos olha-las como uma janela, não um espelho. É um livro bastante reflexivo, que nos faz pensar sobre a vida e sobre o que as pessoas significam para nós, e também sobre como botamos algumas delas num pedestal e esquecemos que elas são seres humanos como qualquer um. E o que eu mais amo na escrita do John Green, é o fato dele conseguir criar um livro com tudo isso de uma forma que é divertida e atraente, sem ficar tedioso e de uma maneira que consegue nos segurar até o final da história.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Revelada parte da quadrilha de bandidos que roubam a Nação e se escondem atrás de Partidos e mandatos

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Se o eleitor brasileiro tivesse vergonha, incluindo eu, esses larápios seriam banidos da vida pública, devolvendo cada centavo da grana que roubaram à vista de todos e usando a justiça eleitoral para lavar o dinheiro sujo, pois eles alegam que tudo está declarado na Justiça Eleitoral.

Do G1
O ministro Luiz Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Procuradoria Geral da República (PGR) a investigar 9 ministros, 29 senadores e 42 deputados federais que fazem parte da chamada "lista do Janot", afirmou nesta terça-feira (11) reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo".

Entre os alvos dos novos inquéritos, segundo o site da publicação, estão os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) e do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE).

O teor das decisões de Fachin não foi divulgado oficialmente. O texto da reportagem informa que o jornal teve acesso a despachos do ministro, assinados eletronicamente no último dia 4.

Depois da divulgação das informações, o STF informou oficialmenteque Fachin determinou a abertura de 76 inquéritos para investigar políticos e autoridades com base nas delações de ex-executivos da Odebrecht. Dessas investigações, duas estão mantidas em sigilo pelo ministro, que é relator da Operação Lava Jato no Corte.

Segundo o gabinete de Fachin, foram arquivados sete casos envolvendo autoridades, a pedido da Procuradoria Geral da República (PGR), por falta de indícios da ocorrência de crimes.

Segundo informou o Supremo, a PGR ainda pediu ao ministro que enviasse de volta aos investigadores três pedidos de investigação, para nova análise dos relatos. O próprio Fachin remeteu outros oito pedidos à PGR, para nova manifestação do órgão, responsável pela condução das investigações.

O ministro também decidiu enviar para instâncias inferiores da Justiça 201 pedidos de investigação de pessoas citadas sem o chamado “foro privilegiado” (prerrogativa de responder a processo somente no STF). Ainda existem outros 25 pedidos mantidos sob sigilo, por risco de atrapalhar as investigações.

Fachin determina abertura de inquérito contra nove ministros de Temer, diz jornal

Ministros de Temer

Dos 28 ministros do governo Michel Temer, nove serão investigados no Supremo Tribunal Federal por ordem de Edson Fachin, afirma o jornal.

Janot pediu ao STF para investigar os ministros Eliseu Padilha (PMDB), da Casa Civil; Moreira Franco (PMDB), da Secretaria-Geral da Presidência; Gilberto Kassab (PSD), da Ciência e Tecnologia; Helder Barbalho (PMDB), da Integração Nacional; Aloysio Nunes (PSDB), das Relações Exteriores; Blairo Maggi (PP), da Agricultura; Bruno Araújo (PSDB), das Cidades; Roberto Freire (PPS), da Cultura; e Marcos Pereira (PRB), da Indústria, Comércio Exterior e Serviços.

De acordo com o "Estadão", Padilha e Kassab serão alvo de dois inquéritos abertos na Corte para apurar as denúncias dos delatores da Odebrecht.

A reportagem ressalta que Michel Temer é citado nos pedidos de abertura de dois inquéritos, mas, em razão da "imunidade temporária" que ele possui como presidente da República, a PGR não o incluiu na "lista do Janot".

No período em que estiver no comando do Palácio do Planalto, Temer não poderá ser investigado por crimes que não tenham relação com o exercício do mandato.

Senadores

A reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" informa que os senadores Aécio Neves (PSDB-MG) e Romero Jucá (PMDB-RR) são os alvos da "lista do Janot" com maior número de inquéritos abertos: 5 cada. Aécio é presidente nacional do PSDB. Jucá, além de presidir o PMDB, é o líder do governo Michel Temer no Senado.

Na sequência, vem o líder do PMDB no Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que é alvo de quatro inquéritos .

Delações da Odebrecht

Os pedidos de investigação apresentados em 14 de março ao Supremo pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, se basearam nos depoimentos de 40 dos 78 delatores da Odebrecht, segundo informou o jornal.

De acordo com o site da publicação, Fachin autorizou a retirada do sigilo das investigações que ele mandou abrir a pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

A chamada "lista do Janot", segundo "O Estado de S. Paulo", contém 83 pedidos de abertura de inquérito, 211 pedidos de remessa de trechos das delações que citam pessoas sem foro no STF para outras instâncias da Justiça, 7 pedidos de arquivamento e 19 outras providências.

De acordo com o jornal, o relator da Lava Jato também autorizou a investigação, no próprio STF, de um ministro do Tribunal de Contas da União, de três governadores e de 24 outros políticos e autoridades que, embora não tenham foro no tribunal, estão relacionados aos fatos narrados pelos colaboradores.

Análises

Cristiana Lôbo

"É uma bomba no governo Michel Temer", diz Cristiana Lôbo

Natuza Nery

"Lista atinge o coração e o sistema nervoso do governo Temer", diz Natuza Nery

Andréia Sadi

"Discurso do Planalto vai ser que investigação não basta para afastar ministros", diz Sadi

A lista

A lista dos investigados, segundo o jornal, é a seguinte:

MINISTROS (9)

PMDB (3)

Ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB)
Ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco (PMDB)
Ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho (PMDB)

PSDB (2)

Ministro das Cidades, Bruno Cavalcanti de Araújo (PSDB)
Ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB)

PPS (1)

Ministro da Cultura, Roberto Freire (PPS)

PRB (1)

Ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Antônio Pereira (PRB)

PP (1)

Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Borges Maggi (PP)

PSD (1)

Ministro da Ciência e Tecnologia, Gilberto Kassab (PSD)

SENADORES (29)

PMDB (9)

Romero Jucá Filho (PMDB-RR)
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Kátia Regina de Abreu (PMDB-TO)
Eunício Oliveira (PMDB-CE)
Eduardo Braga (PMDB-AM)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN)
Marta Suplicy (PMDB-SP)

PSDB (7)

Aécio Neves (PSDB-MG)
Antônio Anastasia (PSDB-MG)
Cássio Cunha Lima (PSDB-PB)
Dalírio José Beber (PSDB-SC)
José Serra (PSDB-SP)
Eduardo Amorim (PSDB-SE)
Ricardo Ferraço (PSDB-ES)

PT (4)

Paulo Rocha (PT-PA)
Humberto Costa (PT-PE)
Jorge Viana (PT-AC)
Lindbergh Farias (PT-RJ)

PSB (2)

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE)
Lidice da Mata (PSB-BA)

DEM (2)

José Agripino Maia (DEM-RN)
Maria do Carmo Alves (DEM-SE)

PP (2)

Ciro Nogueira (PP-PI)
Ivo Cassol (PP-RO)

PC do B (1)

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM)

PTC (1)

Fernando Afonso Collor de Mello (PTC-AL)

PSD (1)

Omar Aziz (PSD-AM)

DEPUTADOS FEDERAIS (42)

PT (11)

Marco Maia (PT-RS)
Carlos Zarattini (PT-SP)
Nelson Pellegrino (PT-BA)
Maria do Rosário (PT-RS)
Vicente “Vicentinho” Paulo da Silva (PT-SP)
Vander Loubet (PT-MS)
Zeca Dirceu (PT-PR)
Zeca do PT (PT-MS)
Vicente Cândido (PT-SP)
Décio Lima (PT-SC)
Arlindo Chinaglia (PT-SP)

PP (5)

Mário Negromonte Jr. (PP-BA)
Paulo Henrique Lustosa (PP-CE)
Cacá Leão (PP-BA)
Dimas Fabiano Toledo (PP-MG)
Júlio Lopes (PP-RJ)

DEM (5)

Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara
José Carlos Aleluia (DEM-BA)
Felipe Maia (DEM-RN)
Ônix Lorenzoni (DEM-RS)
Rodrigo Garcia (DEM-SP)

PMDB (4)

Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE)
Pedro Paulo (PMDB-RJ)
Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA)
Daniel Vilela (PMDB-GO)

PSDB (4)

Jutahy Júnior (PSDB-BA)
Yeda Crusius (PSDB-RS)
João Paulo Papa (PSDB-SP)
Betinho Gomes (PSDB-PE)

PR (3)

João Carlos Bacelar (PR-BA)
Milton Monti (PR-SP)
Alfredo Nascimento (PR-AM)

PRB (2)

Celso Russomano (PRB-SP)
Beto Mansur (PRB-SP)

PSB (2)

José Reinaldo (PSB-MA), por fatos de quando era governador do Maranhão
Heráclito Fortes (PSB-PI)

PSD (2)

Antônio Brito (PSD-BA)
Fábio Faria (PSD-RN)

PC do B (1)

Daniel Almeida (PCdoB-BA)

PTB (1)

Paes Landim (PTB-PI)

PPS (1)

Arthur Oliveira Maia (PPS-BA)

SD (1)

Paulinho da Força (SD-SP)

Ministros do TCU (1)

Vital do Rêgo Filho

Governadores (3)

Rio Grande do Norte: Robinson Faria (PSD)
Acre: Tião Viana (PT)
Alagoas: Renan Filho (PMDB)

Outros (24)

Prefeita de Mossoró/RN e ex-governadora do Estado, Rosalba Ciarlini (PP)
Valdemar da Costa Neto (PR)
Luís Alberto Maguito Vilela, ex-Senador da República e Prefeito Municipal de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014
Edvaldo Pereira de Brito, então candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010
Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais/Codemig
Cândido Vaccarezza (ex-deputado federal PT)
Guido Mantega (ex-ministro)
César Maia (DEM), vereador e ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal
Paulo Bernardo da Silva, então ministro de Estado
Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro
José Dirceu
Deputada Estadual em Santa Catarina, Ana Paula Lima (PT-SC)
Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Suplicy
Napoleão Bernardes, Prefeito Municipal de Blumenau/SC
João Carlos Gonçalves Ribeiro, que então era secretário de Planejamento do Estado de Rondônia
advogado Ulisses César Martins de Sousa, à época Procurador-Geral do Estado do Maranhão
Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, então candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romero Jucá
Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio
Eron Bezerra, marido da senadora Grazziotin
Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu, em nome de quem teria recebido os recursos
Humberto Kasper
Marco Arildo Prates da Cunha
Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
José Feliciano

Nomes citados, as suspeitas e o que dizem

Eliseu Padilha (PMDB-RS), ministro da Casa Civil

Qual a suspeita: Segundo delação de Marcelo Odebrecht, Padilha cobrava propinas para irrigar campanhas eleitorais do PMDB envolvendo concessão de aeroportos.

O que ele diz: A assessoria do ministro informa que ele não vai se pronunciar

Gilberto Kassab (PSD), ministro da Ciência e Tecnologia

"O ministro confia na Justiça, ressalta que não teve acesso oficialmente às informações e que é necessário ter cautela com depoimentos de colaboradores, que não são provas. Reafirma que os atos praticados em suas campanhas foram realizados conforme a legislação."

Wellington Moreira Franco (PMDB), ministro da Secretaria-Geral da Presidência

Qual a suspeita: Segundo delação de Marcelo Odebrecht, Padilha cobrava propinas para irrigar campanhas eleitorais do PMDB envolvendo concessão de aeroportos.

O que ele diz: A assessoria do ministro informa que ele não vai comentar o assunto

Roberto Freire (PPS), ministro da Cultura

Bruno de Araújo (PSDB-PE), ministro das Cidades

"De acordo com a legislação eleitoral, solicitei doações para diversas empresas, inclusive a Odebrecht, como já foi anteriormente noticiado. O sistema democrático vigente estabelecia a participação de instituições privadas por meio de doações. Mantive uma relação institucional com todas essas empresas. Em todo o meu mandato, sempre atuei em prol de interesses coletivos. Atuei de acordo com a minha consciência."

Aloysio Nunes Ferreira (PSDB), ministro das Relações Exteriores

Disse que as afirmações são mentirosas. Mas só vai se manifestar depois que tiver acesso ao conteúdo do pedido de inquérito.

Marcos Antônio Pereira (PRB), ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

Blairo Borges Maggi (PP), ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento

O que ele diz: "Lamento que meu nome tenha sido incluído numa lista de pessoas citadas em delações da Construtora Odebrecht, sem que eu tivesse qualquer possibilidade de acesso ao conteúdo para me defender. Me causa grande constrangimento ter minha honra e dignidade maculadas, numa situação na qual não sei sequer do que sou acusado. Mesmo assim, gostaria de esclarecer que: 1. Não recebi doações da Odebrecht para minhas campanhas eleitorais; 2. Não tenho ou tive qualquer relação com a empresa ou os seus dirigentes. 3. Tenho minha consciência tranquila de que nada fiz de errado."

Helder Barbalho (PMDB), ministro da Integração Nacional

O ministro Helder Barbalho vem a público prestar os seguintes esclarecimentos: 1) Helder Barbalho nega que tenha cometido ilegalidades; 2) Helder Barbalho reafirma que todos os recursos que recebeu como doações para sua campanha em 2014 foram devidamente registradas junto ao TRE-PA, que aprovou todas as suas contas; 3) Helder Barbalho esclarece que não tinha e não tem qualquer ingerência sobre a área de saneamento no município de Marabá; 4) Helder Barbalho destaca sua estranheza com o codinome Cavanhaque. Em toda sua trajetória política, Helder Barbalho nunca usou cavanhaque.

Renan Filho (PMDB), governador de Alagoas

O que ele diz: Ele afirma que todas as doações recebidas na campanha foram rigorosamente dentro da lei, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral.

Robinson Faria (PSD), governador do Rio Grande do Norte

Tião Viana (PT), governador do Acre

O que ele diz: "Confio na Justiça, defenderei a minha honra com determinação e tomarei todas as medidas judiciais cabíveis contra os delatores da calúnia e os propagandistas da desonra. Indignado, mas de consciência tranquila, reafirmo: estou longe dessa podridão, essa podridão está longe de mim."

Eunício Oliveira (PMDB-CE), presidente do Senado

Qual a suspeita: De acordo com a delação de funcionários da Odebrecht, o presidente do Senado recebeu R$ 2 milhões para facilitar a conversão de medidas provisórias em lei.

O que ele diz: "Não tenho nenhuma informação sobre os nomes nem sobre os inquéritos. Os homens públicos têm que estar sempre atentos e sem medo de fazer os enfrentamentos que a vida a pública nos oferece. Vamos tocar a pauta do Senado naturalmente. Vamos tocar a pauta com naturalidade."

Antônio Anastasia (PSDB-MG), senador

Romero Jucá Filho (PMDB-RR), senador

Aécio Neves da Cunha (PSDB-MG), senador

O que ele diz: A assessoria do senador informa, em nota, que ele "considera importante o fim do sigilo sobre o conteúdo das delações, iniciativa solicitada por ele ao ministro Edson Fachin na semana passada, e considera que assim será possível desmascarar as mentiras e demonstrar a absoluta correção de sua conduta".

Renan Calheiros (PMDB-AL), senador

O que ele diz: "A abertura dos inquéritos permitirá que eu conheça o teor das supostas acusações para, enfim, exercer meu direito de defesa sem que seja apenas baseado em vazamentos seletivos de delações. Um homem público sabe que pode ser investigado. Mas isso não significa condenação prévia ou atestado de que alguma irregularidade foi cometida. Acredito que esses inquéritos serão arquivados por falta de provas, como aconteceu com o primeiro", diz, em nota.

Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), senador

O que ele diz: "A defesa afirma que não foi oficialmente comunicada, tampouco teve acesso à referida investigação. Fernando Bezerra mantém-se, como sempre esteve, à disposição das autoridades a fim de prestar quaisquer esclarecimentos que elas possam necessitar."

Paulo Rocha (PT-PA), senador

O que ele diz: "Todos os recursos da minha companha de 2014 para o Senado Federal foram repassados pela direção nacional e estadual do Partido dos Trabalhadores e estão todos declarados nas prestações de contas junto ao TRE. A utilização desses recursos, empresas doadoras e doadores individuais, enfatizo, obedeceram estritamente às normas da legislação eleitoral em vigor daquele ano."

Humberto Costa (PT-PE), senador

O que ele diz: Em nota, diz que "espera a conclusão de inquérito aberto há mais de dois anos pelo STF, e para o qual a Polícia Federal já se manifestou em favor do arquivamento - aguarda ter acesso aos novos documentos para reunir as informações necessárias à sua defesa". "O senador, que já abriu mão de todos os seus sigilos, se coloca, como sempre o fez, à disposição das autoridades para todos os esclarecimentos necessários."

Edison Lobão (PMDB-PA), senador

Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), senador

O que ele diz: "Eu recebi, sim, uma doação da Braskem, que é do grupo Odebrecht, na campanha de 2014. Essa doação foi devidamente declarada na minha prestação de contas. Acontece que agora o Ministério Público Federal está pedindo ao Supremo investigação, até mesmo, nessas doações legais porque começa a surgir suspeitas de que alguns partidos fizeram lavagem de dinheiro através das doações partidárias. E, cá para nós, tem que investigar, sim, até o fim, para que tudo seja devidamente esclarecido", afirma, em postagem nas redes sociais.

Jorge Viana (PT-AC), senador

O que ele diz: "Sobre o envolvimento do meu nome e do governador Tião Viana, não há nenhuma denúncia de corrupção contra nós, mas questionamentos sobre a arrecadação da campanha em 2010. Vamos provar na Justiça o que dissemos antes: nossas campanhas foram dentro da lei e feitas com dinheiro limpo."

Lidice da Mata (PSB-BA), senadora

"Acho muito importante essa autorização do Supremo para a devida abertura dos inquéritos. Espero que agora haja a quebra do sigilo de todo o processo, como já havia solicitado. Tenho a consciência tranquila e a confiança de que tudo será esclarecido. A seriedade da minha vida pública fala por mim. Quem não deve não teme. Espero que as investigações avancem, com transparência e agilidade. Que as responsabilidades sejam devidamente apuradas, para que separemos o joio do trigo".

José Agripino Maia (DEM-RN), senador

O que ele diz: "Mesmo não tendo sido candidato em 2014 e desconhecendo o teor das menções a mim atribuídas, coloco-me à disposição da justiça para colaborar com as investigações que se venham a requerer", diz, em nota.

Marta Suplicy (PMDB-SP), senador

"Vimos esclarecer que o ministro Edson Fachin não determinou a abertura de investigação contra a senadora Marta Suplicy, mas, sim, retornou a denúncia para o procurador-geral Rodrigo Janot para avaliar a extinção de punibilidade. Os fatos mencionados na delação são inteiramente falsos. A conduta da senadora Marta Suplicy sempre foi baseada nos princípios éticos que marcam toda sua vida pública."

Ciro Nogueira (PP-PI), senador

Dalírio José Beber (PSDB-SC), senador

O que ele diz: "Recebo com surpresa a inserção do meu nome no rol dos investigados. Não tive, até o presente momento, qualquer acesso ao processo para conhecer o conteúdo do que me é atribuído. Rechaço com veemência toda e qualquer denúncia de prática de ilícitos. Estou indignado, mas absolutamente tranquilo, pois minha consciência em nada me acusa. Digo à sociedade brasileira, em especial, aos catarinenses, que sempre confiaram em mim, que espero que rapidamente a verdade seja restabelecida. Neste momento, coloco-me inteiramente à disposição da Justiça."

Ivo Cassol (PP-RO), senador

O que ele diz: O senador afirma que sempre foi contra a isenção de impostos das usinas de Jirau e Santo Antônio desde 2011 e que vai aguardar. “Mas eu posso dizer que para as usinas ou para a campanha, eu não sei, se é algo do partido a nível nacional. Não tenho conhecimento do que é o inquérito, então, por enquanto, eu não sei. Foi citado meu nome e eu só sei que eu peitei e não demos isenção de imposto aí.”

Lindbergh Farias (PT-RJ), senador

O que ele diz: "Mais uma vez confiarei que as investigações irão esclarecer os fatos e, assim como das outras vezes, estou convicto que o arquivamento será o único desfecho possível para esse processo. Novamente justiça será feita."

Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), senadora

O que ela diz: "A senadora esclarece que as doações feitas para suas campanhas foram oficiais, declaradas e posteriormente aprovadas pela Justiça Eleitoral."

Kátia Abreu (PMDB-TO), senadora

O que ela diz: "Lamentavelmente, por desconhecer o conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida pública, nunca participei de corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta. Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa."

Fernando Collor de Mello (PTC-AL), senador

José Serra (PSDB-SP), senador

Eduardo Braga (PMDB-AM), senador

O que ele diz: O senador desconhece o conteúdo das informações que levaram a PGR a pedir abertura de inquérito. "Vale destacar que a abertura de inquérito não significa que os investigados respondam por qualquer tipo crime. O senador Eduardo Braga, em caso de notificação, prestará todas as informações necessárias à Justiça."

Omar Aziz (PSD-AM), senador

O senador não vai se manifestar.

Valdir Raupp (PMDB-RO), senador

O que ele diz: "Afirma que recebeu com tranquilidade a sua citação na lista do ministro Fachin publicada no dia de hoje, baseada em declarações de delatores que no desespero falam e ninguém pode impedir. Este será o momento que o senador terá para provar que as doações legais destinadas ao Partido foram declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral."

Eduardo Amorim (PSDB-SE), senador

Maria do Carmo Alves (DEM-SE), senadora

Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), senador

Ricardo Ferraço (PSDB-ES), senador

O que ele diz: "Foi com absoluta perplexidade e indignação que eu recebi a informação de que meu nome está incluído na chamada lista do Fachin. Toda minha campanha foi declarada e como poderão constatar na prestação de contas no TSE, esta empresa não foi doadora. Nunca tratei qualquer assunto com essas pessoas e tampouco autorizei que alguém tratasse. Acionarei esses mentirosos judicialmente para que provem as acusações."

Paulinho da Força (SD-SP), deputado federal

A assessoria informou que o deputado vai se manifestar quando tiver informações oficiais.

Marco Maia (PT-RS), deputado federal

O que ele diz: O deputado diz que a lista é uma grande mentira e que em nenhum momento fez algum contato ou pedido à Odebrecht. Ele afirma que pretende processar todos os que o citaram e também entrar com um pedido no STF para saber do que é acusado.

Carlos Zarattini (PT-SP), deputado federal

A assessoria de imprensa informou que ele não vai se pronunciar.

Rodrigo Maia (DEM-RM), presidente da Câmara

João Carlos Bacelar (PR-BA), deputado federal

O deputado declarou que as acusações não são verdadeiras e que ele confia no poder Judiciário.

Milton Monti (PR-SP), deputado federal

José Carlos Aleluia (DEM-BA), deputado federal

Daniel Almeida (PCdoB-BA), deputado federal

"Sobre as notícias citando o meu nome em possível investigação no STF, não tenho nada a temer. Os baianos e os brasileiros conhecem minha trajetória de mais de 30 anos de atividade pública. Se algum inquérito for aberto, tenho total convicção que o destino será o arquivamento."

Mário Negromonte Jr. (PP-BA), deputado federal

Nelson Pellegrino (PT-BA), deputado federal

Jutahy Júnior (PSDB-BA), deputado federal

Maria do Rosário (PT-RS), deputada federal

O que ela diz: A deputada está em deslocamento para Porto Alegre e ainda não se manifestou.

Felipe Maia (DEM-RN), deputado federal

Ônix Lorenzoni (DEM-RS), deputado federal

O que ele diz: "Nunca pisei na sede da Odebrecht para pedir um real. Essa foi minha quarta eleição com sigilo fiscal, bancário e telefônico abertos, exatamente para me diferenciar dessa lambança de Brasília. Estou tranquilo, tenho uma vida limpa e ela continuará limpa."

Jarbas de Andrade Vasconcelos (PMDB-PE), deputado federal

Vicente Paulo da Silva (PT-SP), deputado federal

"É uma surpresa. Meus projetos são, inclusive, contra a própria Odebrecht. Eu defendendo o direito dos trabalhadores. Nunca fiz acordo com eles e não sou corrupto."

Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), deputado federal

Yeda Crusius (PSDB-RS), deputada federal

Paulo Henrique Lustosa (PP-CE), deputado federal

José Reinaldo (PSB-MA), deputado federal

João Paulo Papa (PSDB-SP), deputado federal

"Assim que tomar conhecimento do processo, poderei me manifestar. Em 30 anos de vida pública e três eleições, tive todas as prestações de contas aprovadas pela Justiça Eleitoral."

Vander Loubet (PT-MS), deputado federal

Rodrigo Garcia (DEM-SP), deputado federal

Cacá Leão (PP-BA), deputado federal

Celso Russomano (PRB-SP), deputado federal

Dimas Fabiano Toledo (PP-MG), deputado federal

Pedro Paulo (PMDB-RJ), deputado federal

Lúcio Vieira Lima (PDMB-BA), deputado federal

Paes Landim (PTB-PI), deputado federal

Daniel Vilela (PMDB-GO), deputado federal

Nota conjunta ex-prefeito Maguito Vilela e deputado Daniel Vilela (PMDB): "As campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aprovadas pela referida Corte. As prestações de contas estão disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca falaram, e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação."

Alfredo Nascimento (PR-AM), deputado federal

Zeca Dirceu (PT-SP), deputado federal

O que ele diz: O deputado reitera que não há e nunca houve qualquer tipo de tratativa do parlamentar junto às diretorias da Petrobras e/ou às empresas investigadas na Lava Jato. "Apesar das inúmeras investigações em andamento há vários anos, não existe sequer uma única ligação, e-mail, contato, agenda de reunião, testemunho, delação ou coisa parecida em relação a qualquer atitude do parlamentar que o ligue ao assunto Petrobras / Lava Jato ou a qualquer tipo de ilegalidade. É importante destacar que nunca houve qualquer pedido do parlamentar a envolvidos na Lava Jato, fato já testemunhado por vários outros delatores e agora comprovado pelo próprio delator Fernando Luiz Ayres da Cunha Santos Reis. Todas as doações recebidas nas campanhas de 2010 e de 2014 foram legais, declaradas e aprovadas pela Justiça Eleitoral sem ressalvas. Os nomes dos doadores são de conhecimento público desde 2010, divulgados constantemente pelos órgãos de imprensa. O deputado reforça sua confiança no Supremo Tribunal Federal e no trabalho de investigação da Polícia Federal."

Betinho Gomes (PSDB-PE), deputado federal

O que diz: "O parlamentar esclarece que teve todas as contas de campanha contabilizadas e aprovadas pela Justiça Eleitoral; pedirá acesso à íntegra do referido inquérito; jamais defendeu interesses privados em detrimento do interesse público; nunca teve encontros com os referidos delatores mencionados pela imprensa; tem total interesse que o caso seja o mais rapidamente esclarecido."

Zeca do PT (PT-MS), deputado federal

Vicente Cândido (PT-SP), deputado federal

Júlio Lopes (PP-RJ), deputado federal

"O deputado Julio Lopes confia no trabalho das instituições e se coloca à disposição da Justiça para colaborar com informações que vão esclarecer todos os fatos. O parlamentar reitera que todas as suas contas eleitorais foram aprovadas pela Justiça."

Fábio Faria (PSD-RN), deputado federal

Heráclito Fortes (PSB-PI), deputado federal

"Não tem conhecimento dos termos do pedido de abertura de inquérito formulado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Não pode, portanto, se manifestar acerca da reportagem do jornal O Estado de São Paulo sem ser leviano e especulativo."

Beto Mansur (PRB-SP), deputado federal

"Recebi doações feitas por empresas, dentre elas a Odebrecht, para minha campanha eleitoral. Essas doações foram efetuadas dentro da legislação vigente à época. Todas essas doações constam da minha prestação de contas, aprovada pela Justiça Eleitoral, com o nome da empresa, CNPJ, data e valor. Não há nada de errado e tudo foi feito com transparência e rigorosamente dentro da lei."

Antônio Brito (PSD-BA), deputado federal

"Antonio Brito e Edvaldo Brito declaram que recebem a notícia da autorização para apuração dos fatos relativos à eleição de 2010 com total serenidade, uma vez que se trata de procedimento legal, no qual será possível apurar a verdade dos fatos. Destacam, ainda, que doações eleitorais recebidas, relativas a campanha de 2010, foram declaradas e aprovadas nas prestações de contas ao TSE."

Décio Lima (PT-SC), deputado federal

O que ele diz: "Em relação a menção do meu nome nas investigações do Supremo Tribunal Federal, recebo com tranquilidade, uma vez que confio que a verdade prevalecerá e a justiça será feita. Declaro que sou o maior interessado no esclarecimento de toda esta situação. É importante destacar que não sou réu nem investigado em nenhum processo da Lava Jato. A minha vida pública sempre foi pautada pela ética, lisura e transparência e a minha história demonstra a preocupação com a legalidade de todos os meus atos."

Arlindo Chinaglia (PT-SP), deputado federal

"Frente à divulgação de uma lista em que o nome do deputado de forma surpreendente aparece, e por não saber onde e de que maneira foi citado, o deputado está determinado a buscar, junto ao Supremo Tribunal Federal, todas as informações para que a verdade prevaleça."

Ana Paula Lima (PT-SC), deputada estadual

O que ela diz: "Declaro serenidade e estou à disposição das autoridades competentes para prestar todos os esclarecimentos. Afirmo que não sou ré nem investigada em nenhum processo da Lava Jato. Afirmo que as doações à minha campanha eleitoral foram declaradas e aprovadas pelos órgãos competentes, e que minha conduta pública é regida pelos princípios da ética, moral e legalidade."

Vital do Rêgo Filho, ministro do Tribunal de Contas da União

O que ele diz: "O ministro do TCU Vital do Rêgo e sua defesa não tiveram acesso ao conteúdo do pedido de abertura de inquérito mencionado pela imprensa. O ministro está à disposição das autoridades e confia que será comprovada a falta de relação entre ele e os fatos investigados."

Rosalba Ciarlini (PP), prefeita de Mossoró (RN) e ex-governadora do Estado

Valdemar da Costa Neto (PR)

O que ele diz: "O Partido da República, como é do conhecimento do público, tem por norma não comentar conteúdos que serão objeto de exame do poder Judiciário."

Luís Alberto Maguito Vilela, ex-senador da República e prefeito de Aparecida de Goiânia entre os anos de 2012 e 2014

Nota conjunta ex-prefeito Maguito Vilela e deputado Daniel Vilela (PMDB): "As campanhas de Maguito Vilela, em 2012, e de Daniel Vilela, em 2014, foram feitas inteiramente com recursos contabilizados conforme determina o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e aprovadas pela referida Corte. As prestações de contas estão disponíveis no site do TSE. Maguito e Daniel afirmam que nunca estiveram, nunca falaram, e sequer conhecem os delatores. Ambos refutam qualquer acusação."

Edvaldo Pereira de Brito, candidato ao cargo de senador pela Bahia nas eleições 2010

"Antonio Brito e Edvaldo Brito declaram que recebem a notícia da autorização para apuração dos fatos relativos à eleição de 2010 com total serenidade, uma vez que se trata de procedimento legal, no qual será possível apurar a verdade dos fatos. Destacam, ainda, que doações eleitorais recebidas, relativas a campanha de 2010, foram declaradas e aprovadas nas prestações de contas ao TSE."

Oswaldo Borges da Costa, ex-presidente da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais

Cândido Vaccarezza, ex-deputado federal pelo PT


Guido Mantega, ex-ministro

O que ele diz: O advogado José Roberto Batochio diz que a defesa de Mantega ainda não conhece os motivos para abertura do inquérito e que só vai se pronunciar quando tiver acesso ao teor da denúncia.

César Maia (DEM), vereador, ex-prefeito do Rio de Janeiro e ex-deputado federal

Paulo Bernardo da Silva, ex-ministro

O que ele diz: Paulo Bernardo nega ter feito esse pedido e informa que não teve qualquer conversa com executivos da Odebrecht para tratar da inclusão da obra no PAC. "Ela foi incluída de maneira absolutamente lícita e atendendo a reivindicação da bancada federal do RS, sem qualquer participação da empresa Odebrecht", afirma a advogada Verônica Sterman.

Eduardo Paes (PMDB), ex-prefeito do Rio de Janeiro

José Dirceu

O que ele diz: O advogado Roberto Podval diz que só vai comentar após ter conhecimento da íntegra da denúncia.

Márcio Toledo, arrecadador das campanhas da senadora Marta Suplicy

Napoleão Bernardes, prefeito de Blumenau (SC)

O que ele diz: "Recebo essa informação com perplexidade e com indignação. Sou o mais interessado e o primeiro interessado que a verdade seja estabelecida. E a verdade é comprovar a minha mais absoluta isenção em relação a esses fatos, que eu nem sei do que se tratam. Simplesmente é uma menção em uma lista e que não menciona o que se disse, o que se fez. Isso nos deixa perplexos e indignados por um lado, mas eu tenho a mais absoluta consciência tranquila em relação a que a verdade dos fatos vai demonstrar a nossa isenção. Meu governo é pautado por ética, seriedade, transparência, credibilidade. A minha vida pública se confunde com a minha própria história de vida. Pessoas de Blumenau me viram crescer e todos sabem da minha inocência, da minha retidão, do meu compromisso com a ética, do meu compromisso com o respeito ao interesse público e eu tenho certeza que isso haverá de ser comprovado e a justiça vai ser estabelecida. E a justiça é demonstrar toda a credibilidade, seriedade, honestidade das nossas ações. "

João Carlos Gonçalves Ribeiro, ex-secretário de Planejamento do governo de Rondônia

Ulisses César Martins de Sousa, advogado e ex-procurador-geral do Estado do Maranhão

Rodrigo de Holanda Menezes Jucá, candidato a vice-governador de Roraima, filho de Romero Jucá

O que ele diz: A assessoria informa que desconhece que o nome dele esteja na lista.

Paulo Vasconcelos, marqueteiro de Aécio Neves

Eron Bezerra, marido da senadora Vanessa Grazziotin

O que ele diz: "Eu não sei nem que diabo é [a operação Lava Jato]. Eu nunca tive contato com a Odebrecht, portanto eu não sei nem do que se trata [a lista do Fachin]. Infelizmente isso virou um negócio genérico. Eu não tenho a menor condição de opinar [sobre isso]. Eu repito: nunca tive contato com a Odebrecht, com Camargo Correia, Gutierrez ou com qualquer empreiteira dessas, portanto não sei como apareceu meu nome em uma relação de pessoas que receberam doação. É mais uma irresponsabilidade das muitas que acontecem nessa época de caça às bruxas."

Moisés Pinto Gomes, marido da senadora Kátia Abreu

O que ele diz: "Lamentavelmente, por desconhecer o conteúdo da decisão do ministro Edson Fachin, não tenho, neste momento, elementos suficientes que me permitam rebater as supostas acusações feitas contra mim e o meu marido, mas afirmo categoricamente que, em toda a minha vida pública, nunca participei corrupção e nunca aceitei participar de qualquer movimento de grupos fora da lei. Estarei à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários de maneira a eliminar qualquer dúvida sobre a nossa conduta. Sigo trabalhando no Senado pelo Brasil e pelo Tocantins. Minha história e minha correção são a base fundamental da minha defesa", diz a nota conjunta com a mulher, Kátia Abreu.

Humberto Kasper

Marco Arildo Prates da Cunha

Vado da Famárcia, ex-prefeito do Cabo de Santo Agostinho
O que ele diz: A assessoria do ex-prefeito informa que ele nega ter recebido qualquer recurso de forma ilícita para sua campanha eleitoral em 2012, que suas contas foram aprovadas pela Justiça Eleitoral, que não tem nada a temer e se coloca à disposição da Justiça para fazer os esclarecimentos necessários.

José Feliciano

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Disputa por poder e descumprimento de decisão judicial gera confusão na CGADB. Pastor José Wellington manipulou as eleições e incluiu 10.479 inscrições irregulares para permanecer no cargo de Papa das Assembleia de Deus

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A Convenção Geral das Assembleias de Deus (CGADB) passou por cima de ordem judicial proferida pela justiça do Estado do Rio de Janeiro, neste domingo, 09.

A determinação da suspensão da eleição foi feita pela juíza Angélica dos Santos Costa (Processo nº 0084255-87.2017.8.19.0001). Segundo a magistrada, ao não permitir que o interventor judicial assumisse o comando das eleições neste domingo, 09, e a inclusão de 10.479 inscrições declaradas irregulares, foi necessário intervenção judicial.

O Papa filho e o Papa pai das Assembleias de Deus

Mesmo com ordem judicial, a eleição aconteceu normalmente até às 18 horas. Após esse horário, a CGADB postou no site oficial da eleição, que a mesma estava suspensa por determinação judicial até segunda ordem, no entanto, depois das 21 horas, a CGADB e a CPAD News divulgou a revelia e em total desrespeito a justiça brasileira, contrariando, nove liminares em pleno vigor resultado extraoficial, afirmando que o candidato Wellington Júnior é o novo presidente da CGADB.

A membresia das Assembleias de Deus é tão tapada que não sabe nem o que acontece no seio da sua própria igreja. A liderança tem agido como seitas às escondidas. Os irmãozinhos servem como massa de manobra para uma turma que a cada dia se dão de bem.

DEMANDAS JUDICIAIS

Está não é a primeira vez que a CGADB desrespeita a justiça brasileira. A entidade em 2016 chegou a ser multada em mais de 10 milhões de reais por descumprimento de ordens judiciais, proferidas pela Justiça do Estado do Amazonas.

Após ter perdido a eleição em 2013, Samuel Câmara ajuizou ação junto à justiça, para que a CGADB apresentasse comprovantes de inscrições dos ministros. Pastor José Wellington se recusou a fazê-lo. Sendo assim, a Justiça do Estado do Amazonas determinou multa diária no valor de R$ 50 mil reais. A liderança da CGADB decidiu não cumprir a sentença e o caso continuou nos trâmites judiciais, até o acordo que envolveu Câmara e José Wellington Bezerra da Costa, em julho de 2016.

Ao JM Notícia, o pastor Gesiel Oliveira, pastor no estado do Amapá, disse que poderá haver novas eleições e o interventor deve assumir o comando da eleição da CGADB. 

Pastor Samuel Câmara

Em sua rede social Facebook, pastor Samuel Câmara afirmou que foi impedido de ter acesso ao local da apuração. “Nós viemos aqui para participar da eleição e lamentavelmente a empresa Scty não deixou nem a gente chegar perto e mudaram tudo para aquele Hotel…e nem deixou a gente entrar… só tínhamos uma coisa a fazer… orar”.

CONFIRA RESULTADO DIVULGADO EM DESOBEDIÊNCIA À DECISÃO JUDICIAL:

PRESIDENTE:
PASTOR WELLINGTON JUNIOR – 14.675 votos (Eleito)
PR SAMUEL CÂMARA – 8.145 votos
CÍCERO TARDIM – 108 votos
Votos em Branco: 91

1º VICE-PRESIDENTE – REGIÃO CENTRO-OESTE:
PASTOR SEBASTIÃO RODRIGUES DE SOUZA – 14.547 votos (Eleito)
PR ANTONIO DIONÍZIO – 8.126 votos
Votos em Branco: 346

2º VICE-PRESIDENTE – REGIÃO NORTE:
PASTOR GILBERTO MARQUES – 14.725 votos (Eleito)
PR ISAMAR PESSOA RAMALHO – 7.822 votos
Votos em Branco: 472

3º VICE-PRESIDENTE – REGIÃO NORDESTE:
PASTOR PEDRO DAMASCENO – 15.288 votos (Eleito)
PR JOESER SANTANA – 6.842 votos
PASTOR IRAN TOMAZ – 396 votos
Votos em Branco: 493

4º VICE-PRESIDENTE – REGIÃO SUDESTE:
PASTOR TEMÓTEO RAMOS – 14.459 votos (Eleito)
PR SAMUEL RODRIGUES – 6.479 votos
JESIEL PADILHA – 1224 votos
PASTOR GESSÉ ADRIANo – 459 votos
Votos em Branco: 398

5º VICE-PRESIDENTE – REGIÃO SUL:
PASTOR PERCI FONTOURA – 15.326 votos (Eleito)
PR IVAL TEODORO DA SILVA – 7.241 votos
Votos em Branco: 452 votos

1º SECRETÁRIO – REGIÃO CENTRO-OESTE:
PASTOR ELIENAI CABRAL – 16.031 votos (Eleito)
PR GEOVANI NERES – 6.700 votos
Votos em Branco: 288

2° SECRETÁRIO – REGIÃO NORTE:
PASTOR PEDRO ABREU DE LIMA – 13.826 votos (Eleito)
PR JÔNATAS CÂMARA – 8.290 votos
PASTOR BARRINHO DO PARÁ – 494 votos
Votos em Branco: 409

3º SECRETÁRIO – REGIÃO NORDESTE:
Pr. Roberto José dos Santos – 14.755 votos (Eleito)
Pr. Raul Cavalcante – 6.694 votos
Pr. Everaldo da Paraíba – 1.131 votos
Votos em Branco: 439 votos

4º SECRETÁRIO – REGIÃO SUDESTE:
PASTOR ALBERTO SERAFIM – 13.979 votos (Eleito)
PR CARLOS ROBERTO SILVA – 7.474 votos
NILSON O ABENÇOADO – 946 votos
Votos em Branco: 620
5º SECRETÁRIO – REGIÃO SUL:
PASTOR ADALBERTO DUTRA – 14.687 (Eleito)
PR JOSUÉ CIPRIANO – 7.765 votos
Votos em Branco: 567

1º TESOUREIRO:
PASTOR ÁLVARO SANCHES – 15.195 votos (Eleito)
PR IVAN BASTOS – 7.378 votos
Votos em Branco: 446

2º TESOUREIRO:
PASTOR NEHEMIAS ARAÚJO – 14.814 votos (Eleito)
PR JONAS FRANCISCO DE PAULA – 7.650 votos
Votos em Branco: 555

3º TESOUREIRO:
PASTOR EDSON VICENTE – 13.643 votos (Eleito)
PR ADAILTON ARAÚJO – 6.437 votos
ALEXANDRE GUEDES – 1.664 votos
ANTONIO MANOEL – 674 votos
Votos em Branco: 601
CONSELHO FISCAL 1ª REGIÃO – REGIÃO CENTRO OESTE:
PASTOR RINALDO ALVES – 14.212 votos (Eleito)
PR EFRAIM DE MOURA – 7.067 votos
PASTOR JEZIEL GUSMÃO – 1.140 votos
Votos em Branco: 600

CONSELHO FISCAL 2ª REGIÃO – REGIÃO NORTE:
PASTOR PAULO MARTINS NETO – 14.855 (Eleito)
PR ENALDO BRITO – 7.569 votos
Votos em Branco: 595

CONSELHO FISCAL 3ª REGIÃO – REGIÃO NORDESTE:
PASTOR ISRAEL FERREIRA – 14.221 votos (Eleito)
PR EDUARDO LEANDRO – 7.122 votos
ORLEDE – 1.078 votos
Votos em Branco: 598
CONSELHO FISCAL 4ª REGIÃO – REGIÃO SUDESTE:
PASTOR LUIZ CEZAR MARIANO – 14.987 votos (Eleito)
PR OTONI DE PAULA – 7.454 votos
Votos em Branco: 578

CONSELHO FISCAL 5ª REGIÃO – REGIÃO SUL:
PASTOR JAMIR BRITO – 14.470 votos (Eleito)
PR PAULO TERRA – 7.838 votos
Votos em Branco: 711

As 10.479 inscrições declaradas irregulares declaradas pela justiça levaram a vitória de Pastor José Wellington e sua turma. 

Fonte: JM Notícia – Ricardo Costa, com modificação

sábado, 8 de abril de 2017

Comunista do governo Flávio Dino tentam tomar Central Sindical e saem derrotados

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Batalhão de Flavio Dino foi dar pressão
O comunistas Márcio Jerry e Júlio Pinheiro, fieis representantes do governador Flávio Dino foram humilhados em votação para nova direção da CTB-MA na tarde deste sábado (08).

Bem que tentaram, mas a parte governista do PCdoB, liderada pelo secretário de Estado Márcio Jerry, e pelo vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro, perdeu feio na eleição da nova Direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - CTBMA, que acabou de acontecer.

Nova Direção da CTBMA eleita no 2 Congresso na FETAEMA


Os comunistas governistas tentavam infiltrar 4 dirigentes do "queimado" SINPROESEMMA, na vice-presidência, tesouraria, secretaria-geral e formação sindical da entidade. Os sindicalistas dos quase 50 sindicatos presentes ao evento não aceitaram a manobra, e elegeram uma chapa genuinamente de trabalhadores.

Julio no congresso
O vice-prefeito Júlio Pinheiro, que corre o risco de perder o cargo por causa de processo que questiona a sua atuação como presidente do Sindicato dos Professores, mesmo estando licenciado para exercer o mandato na Prefeitura, dormiu no alojamento da Federação dos Trabalhadores na Agricultura - FETAEMA, para tentar cooptar votos e realizar o intento. Antes, semana passada, foi a São Paulo, tentar articular a façanha com a Direção Nacional da CTB, que enviou um dirigente para tentar fazer descer goela abaixo o problema dos dirigentes governistas.

Há quem diga que a postura da CTB no Maranhão, que apesar de ter dirigentes do Partido Comunista do Brasil - PCdoB do governador Flávio Dino, de não "abafar" a luta dos trabalhadores por causa de pressões do Governo, tenha sido decisiva para o setor aristocrático do Partido determinar o ataque à entidade. 

Atualmente, a CTB-MA coordena, ao lado do Sindicato dos Enfermeiros de São Luís, uma greve contra o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, que tenta elevar a jornada da categoria de 30 para 40 horas semanais. A Lei que determina as 30 horas foi assinada em 2014 pelo próprio Edivaldo.

Pelo visto a presença de Márcio Jerry, Clayton Noleto, Rubens Júnior, Júlio Pinheiro e cia LTDA no Congresso da CTB-MA, não intimidou os aguerridos sindicalistas. Por orientação de Márcio Jerry, alguns delegados do SINPROESEMMA abandonaram o Congresso na hora da votação.

Pelo visto os representantes dos trabalhadores fizeram de fato valer o tema do Congresso "Resistência e Luta pela Democracia e Direitos Sociais", um recado para o Governo do Estado, que nas últimas semanas tem sofrido diversas derrotas. 

Do jeito que vai, Flávio Dino não conseguirá eleger sua turma nem para síndico de condomínio.

Seria um prenúncio para 2018?

sexta-feira, 7 de abril de 2017

STJ BARRA CANDIDATURA DE FILHO DO PAPA DA ASSEMBLÉIA DE DEUS

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SUPERIOR TRIBUNAL DE JUSTIÇA MANTÉM WELLINGTON JUNIOR INELEGÍVEL

Parece que finalmente os pastores da Assembleia de Deus, vinculados a Convenção Geral das Assembleias de deus no Brasil (CGADB), poderão escolher sem qualquer fralde e livres da falta de transparência que reclamam, todos que não fazem parte das preferências do atual presidente e pai do impugnado, e vale lembrar que a instituição está há mais de 20 anos nas mãos de um único presidente, fato singular e retrogrado.
O Superior Tribunal de Justiça, manteve todas as liminares, de vários estados do Brasil, que tornam inelegível o líder da Assembleia de Deus em Guarulhos (SP), pastor Wellington Júnior, candidato a presidência da Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil.
A primeira liminar foi proferida pelo juiz de Direito da Comarca de Corumbá – GO, Levine Raja Gabaglia Artiaga, que anulou a sua candidatura, alegando que existem dúvidas no registro, em razão de ser diretor da Casa Publicadora das Assembleias de Deus (CPAD), tendo em vista o Art. 11, parágrafo único do Estatuto Social, o qual estabelece que o diretor da CPAD não pode concorrer ao pleito. Além de tornar o pastor inelegível, foram retirados mais de 11 mil eleitores inscritos irregularmente pela CGABD.
Outro fato bombástico chamou atenção nessas últimas semanas, a empresa responsável pelo processo eleitoral que acontecerá esse mês, a Scytl Soluções em Informática, cancelou por intervenção judicial cerca de 11 mil inscrições, por motivo de irregularidade, existiam eleitores “pastores”, cadastrados pela cúpula da CGADB até inexistentes e até falecidos. Esse fator será investigado pelo Ministério Público e demais autoridades nos próximos dias.
A convenção será realizada no próximo domingo (9), e os pastores Samuel Câmara e Cícero Tardim disputam a vaga. Até que se julgue o mérito da questão, o pastor José Wellington Júnior continua com sua candidatura nula.